Votar em Haddad (Lula) é institucionalizar a corrupção

Há pouco mais de um ano, o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, publicou uma decisão histórica: condenou criminalmente um ex-presidente da República. E, embora muitos neguem os fatos, a verdade é que Luiz Inácio Lula da Silva, líder e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), foi considerado culpado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro: crimes graves, que afetam a todos os brasileiros. Agora, no entanto, justo no momento de darmos voto à mudança pela qual tanto pedimos nos últimos 16 anos, vejo pessoas ainda em dúvida neste 2º turno. Bolsonaro ou Haddad?

Votar no Haddad, como bem lembrou o próprio durante toda sua primeira fase da campanha, é votar no Lula. E, acredito, votar no Lula, após anos implorando pelo fim da corrupção no Brasil, é, no mínimo, contraditório. Ou queremos estancar essa ferida aberta no coração do país ou queremos a continuidade de uma política populista, autoritária e, me arrisco a dizer, narcisista, já que o líder do PT em momento algum fez uma autocrítica e pediu desculpas aos milhões que acreditaram em seu discurso de luta contra a corrupção.

Contra Bolsonaro, o candidato que se apresenta na outra ponta do PT, nos falam o tempo todo sobre suas características supostamente fascistas. Oras. Até onde sei, o fascismo é antidemocrático. Nesse sentido, perdoem-me os que discordam, mas, se há entre nós algum antidemocrático é esse mesmo partido que se apresenta contra Bolsonaro: o PT. Eles estiveram no poder durante 14 anos. E, agora, mesmo com Lula preso, insistem em continuar. A alternância de poder está diretamente ligada ao conceito de democracia. Sem isso, sim, poder dizer, sem dúvida, que vivemos em um sistema fascista.

Posso ainda (e creio que devo), além das questões políticas, falar ainda da situação econômica e social do país. Ficamos 14 anos imersos em um lamaçal de decisões erradas, impostas a ferro e fogo e que, em momento algum, chamaram para o confronto de ideais. Foram anos truculentos. Anos que, sob a cortina de um “projeto social” paliativo, que não leva educação, cultura e muito menos saúde aos que mais precisam, transformaram o Brasil em uma fábrica de despolitizados. E não digo isso de forma leviana. Sei bem do que falo. A começar pelo “Mais Médicos”, programa demagogo, que esconde a falta de investimento e o abandono do Sistema Único de Saúde (SUS).

O que quero dizer a todos vocês com este artigo é: escolham, de verdade, a mudança. Vocês, que tanto nos falam em democracia e dizem lutar contra o fascismo, escolham a alternância de poder. O projeto do PT, claramente, deu errado. Se é que havia um. E nós não podemos eleger, de forma alguma, um homem que nos diz, sem a menor vergonha, que é Lula, um ex-presidente que, além de não combater a corrupção, fez parte dela e, por isso, está preso.

One Response

  1. Trocar o PT por Bolsonaro é cavar um buraco para tapar outro. Lula é sim um corrupto que arruinou o país. Por outro lado Bolsonaro é um facsista que quer implantar na prática uma ditadura onde as diferênças são perseguidas.

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