Vítimas de racismo e de violência de gênero serão atendidos pelo projeto Ubuntu

Secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Gutemberg Gomes, durante apresentação do Ubuntu. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Servidores das administrações regionais do Distrito Federal serão capacitados para atender vítimas de racismo e de violência de gênero. Essa é a proposta do projeto Ubuntu, lançado nesta terça-feira (13) no Palácio do Buriti. A iniciativa também vai ajudar os funcionários das regiões administrativas a organizar eventos e atividades com essa temática.

Inicialmente, o projeto será implementado em Ceilândia, Itapoã e Varjão. De acordo com o subsecretário de Igualdade Racial, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Victor Nunes, elas foram escolhidas devido à facilidade de articulação com organizações não governamentais e sociedade civil.

“A ideia é que o programa se expanda para todas as regiões e, pelo menos uma vez por mês, ocorram ações de conscientização sobre o racismo institucional, a violência contra as mulheres, em especial as negras, e a vulnerabilidade dos jovens negros”, adianta.

Para isso, as administrações regionais vão assinar o plano de adesão e elaborar um programa de trabalho, em parceria com a Igualdade Racial e com a Secretaria das Cidades. Com essa articulação, espera-se criar referencial para consolidar um Centro de Direitos Humanos e Igualdade Racial. “Temos equipamentos para atendimento às mulheres vítimas de violência e, agora, precisamos de um para a comunidade negra”, defende Nunes.

Com a implementação do projeto, será possível dar encaminhamento das queixas de violações de direitos à rede de apoio, como os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

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