Vítimas de agressões sexuais na Índia

Indiana protesta contra o estupro de Jyoti, que foi violentada por seis homens e morreu 13 dias depois. A violência de gênero é comum no país que reserva 33% do parlamento às mulheres (Andrew Caballero-Reynolds/AFP - 30/12/12)
Indiana protesta contra o estupro de Jyoti, que foi violentada por seis homens e morreu 13 dias depois. A violência de gênero é comum no país que reserva 33% do parlamento às mulheres

“Eu nasci e cresci em Nova Dhéli, e posso dizer que, aqui, toda mulher de classe média é vítima de algum tipo de abuso em algum momento da vida.” O depoimento da professora da Universidade de Dhéli Monami Basu, de 37 anos, expõe a realidade das indianas que, apesar de bem educadas e independentes, se veem vulneráveis a crimes motivados por discriminação de gênero.


 A Índia foi um dos primeiros Estados a ter uma mulher ocupando a presidência e o cargo de primeira-ministra, e, em 1992, aprovou uma lei que prevê um sistema de cotas de um terço dos assentos parlamentares para as mulheres. Mesmo com os avanços políticos, pouco ou quase nada foi feito para garantir a segurança delas em suas casas e em ambientes públicos. 

Ontem, menos de um mês depois de a jovem Jyoti Singh Pandey ter sido estuprada por seis homens em um ônibus coletivo, a polícia indiana confirmou que uma agressão similar foi cometida, na última sexta-feira, no norte do país. A vítima de 29 anos foi atacada por sete homens. Seis estão presos.

Fonte: Correio Braziliense

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