Violência cerca o Cortado

As agressões contra a reserva do Córrego Cortado e os ataques à sede do Grupo Escoteiros de Taguatinga, que funciona dentro do Parque Ecológico, no setor QI, extrapolam os limites da área de preservação e assustam os moradores das quadras próximas.

“Os vizinhos falam que dá medo o entra sai no Parque, e a situação piora à noite, devido à falta de segurança e de iluminação”, afirma José Luiz Hirako, chefe da tropa sênior dos escoteiros. A polícia, muitas vezes, é chamada, mas os criminosos fogem para a mata.

Com os marginais à solta, os moradores se trancam em casa. “Tenho medo de tudo Meus filhos já foram assaltados e toda semana temos notícia de algum tipo de crime contra pessoas que transitam a pé aqui nas imediações. Por isso, quando precisamos resolver qualquer coisa à noite, somos obrigados a esperar o dia seguinte”, diz uma moradora, que não quis se identificar.

Revitalização – O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) está investido R$ 1,5 milhão na revitalização do Parque do Cortado. Serão instalados banheiros, espaços comunitários, playground, entre outras benfeitorias. “Vamos criar um espaço de convivência coletiva para estimular atividades de lazer, melhorando saúde e o bem estar da população”, informa o Ibram, por meio de nota.

A entrega da primeira etapa dessas obras está marcada para o próximo sábado (23), quando acontecerá uma cerimônia com a presença do governador Agnelo Queiroz. “Em poucos dias, a população de Taguatinga será ganhará um novo lugar seguro e preservado”, garante o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Brandão.

”Um parque é feito em várias etapas. Sempre há coisas novas a serem implantadas. Sempre há coisas a serem feitas, visando à melhoria da qualidade de vida da população e a preservação do meio ambiente”, diz Brandão.

 

Cerca que anda – O otimismo do secretário contrasta com a denúncia do diretor da Federação das Prefeituras e Associações do Parque Cortado (Fepac), Joadson Lustosa Gama. “Há muita especulação imobiliária em torno dessa reserva. As grandes construtoras podem estar incentivando os marginais e os chacareiros a destruírem a mata. Temos acompanhado um avanço permanente das cercas de proteção do córrego, que avançam um metro por mês, em média. Árvores nativas desaparecem e dão lugar a bananeiras. Uma vergonha que o governo parece não ver. Ou faz questão de não enxergar”, ataca.

 

 

 

Luis Nova

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