TSE adia julgamento da chapa Dilma-Temer

Ministros continuarão trabalhando na oitiva de testemunhas. Foto: TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta terça-feira (4) o julgamento do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. A previsão é que as discussões voltem apenas no início de maio. Até lá, os ministros ouvirão novas testemunhas e as partes terão mais prazo para apresentar as alegações finais.

PT, PMDB e PSDB, que são as partes interessadas do processo, terão mais cinco dias, a contar de amanhã, para apresentar as alegações finais. Apesar de constantemente elogiado pelos outros seis ministros do TSE, o relator da matéria, Herman Benjamim, foi voto vencido na definição sobre o novo prazo para as alegações finais. Ele defendeu que fossem acrescentados apenas mais dois dias.

Os ministros autorizaram ainda mais depoimentos de testemunhas no caso. Serão ouvidos o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, e o marqueteiro de Dilma, João Santana, sua mulher, Mônica Moura, e um ex-funcionário André Santana. Isso também implica também na retomada do julgamento.

O depoimento de Mantega foi pedido pela defesa de Dilma. O vice-procurador-geral Eleitoral, Nicolau Dino, pediu as oitivas ligadas ao casal Santana e justificou que eles fecharam delação com a Procuradoria Geral da República, sendo que o acordo está fechado, aguardando o aval do Supremo Tribunal Federal.

Mantega e o casal Santana foram citados em depoimentos dos delatores da Odebrecht como responsáveis por caixa dois da campanha.

A definição do TSE foi o ideal para o Palácio do Planalto. Internamente, os assessores de Temer não creem em uma definição do julgamento ainda neste ano. O que permite ao presidente manter sua agenda de reformas e continuar travando batalhas no Congresso Nacional para que consiga aprovar textos como o da reforma da Previdência.

O MPE apontou ao TSE que R$ 112 milhões chegaram à campanha irregularmente -sendo que R$ 45 milhões de caixa dois. Esse valor representa a soma de R$ 20 milhões pagos por fora ao marqueteiro e R$ 25 milhões para a suposta compra de apoio político.

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