Uma nova mentalidade

Coleta seletiva tem tudo para ser a nova faixa de pedestres na realidade brasiliense

Há 17 anos, estreava no cotidiano do brasiliense algumas listras brancas pintadas no asfalto que passariam a representar mais segurança para pedestres e motoristas. O respeito à faixa de pedestre se tornara uma realidade. Mais do que isso, um exemplo de Brasília para o Brasil. Há pouco mais de um mês, mais um desafio de educação foi proposto à população da capital da República: a coleta seletiva de lixo. O Distrito Federal é o maior produtor de lixo do país. Por dia, cada brasiliense joga fora 2,4kg de resíduos, segundo o Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades.

Coleta seletiva é recolher separadamente os materiais que são passíveis de ser reciclados dos resíduos orgânicos. Desde 17 de fevereiro, o recolhimento do lixo no Distrito Federal está sendo feito de forma segmentada. Mas, para que haja sucesso na empreitada, é de suma importância a conscientização e, principalmente, a participação da população. O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Brandão, destaca a importância da mudança de comportamento.  “A sociedade deve se mobilizar em prol desta causa. Temos que mudar o comportamento para o enfrentamento do grave problema do lixo nas cidades”.

Sônia Maria da Silva, diretora da cooperativa 100 dimensão, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) estrelou um vídeo onde ensina a população a colaborar no trabalho dos catadores. Sônia pede, primeiramente, para que separemos em lixeiras diferentes o lixo seco (plástico, papel, metal e vidro) do lixo orgânico.

“Melhor ainda se você puder lavar com água e sabão os recipientes recicláveis antes de descartá-los. É simples: basta fazer uma mistura de água com sabão, colocar nas latas, caixas e garrafas, esvaziá-los e depois jogá-los na lixeira”, ensina Sônia.

Os caminhões da coleta seletiva vão recolher somente os materiais secos (papel, plástico, vidro e alumínio). Já os veículos da coleta convencional, responsáveis por retirar o descarte orgânico — produtos de origem animal e vegetal —, continuarão cumprindo a escala e o itinerário normalmente.

O gigante acabou

Por quase 30 anos, o DF foi dono do maior depósito de lixo a céu aberto do Brasil. Mas, o fim do lixão da Estrutural também é parte do projeto de Coleta Seletiva do DF. O Aterro Sanitário Oeste, em Samambaia, aparece como a solução para a política de tratamento de resíduos sólidos no Distrito Federal para os próximos 15 anos.

Previsto para iniciar a operação em maio, o primeiro aterro da capital federal, no entanto, ainda é cercado por dúvidas e incertezas, principalmente em relação à população vizinha ao local. O receio de ver um novo lixão se formar às margens da DF-180 tira o sossego de quem vive nas quadras 800 e 1.000, conhecidas como Expansão de Samambaia, onde moram mais de 30 mil pessoas.

A primeira das três etapas do aterro terá capacidade para receber, em média, 68 mil toneladas de resíduos por mês. O custo anual aos cofres públicos, inicialmente, será de cerca de R$ 17 milhões.

O diretor-geral do SLU, Gastão Ramos, explica que o início da coleta em todas as regiões administrativas é uma ação fundamental para fechar o lixão da Estrutural. Ele acrescenta que o GDF já começou a campanha de conscientização dos moradores. “Iniciamos a distribuição de panfletos que mostram como separar o lixo seco do lixo úmido”, explica.

Serviço

Para saber o horário da coleta seletiva em sua cidade e em sua quadra acesse www.slu.df.gov.br

Encontro de Ideias Sustentáveis

A Cooperativa de Reciclagem das Mulheres do Queima Lençol, na Fercal, oriunda do projeto piloto socioambiental patrocinado pela Cimento Planalto-Ciplan, Mãe Ambiente, desenvolvido em 2013, recebeu em fevereiro a visita de dois presidentes de cooperativas de reciclagem de Mato Grosso, para troca de experiências de sustentabilidade. A iniciativa foi patrocinada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), regional Centro-Oeste.

Os dirigentes das cooperativas vieram conhecer a experiência e a tecnologia sustentável utilizadas na confecção de sacolas de sacos de cimento que podem ser utilizadas para compras em supermercados e feiras. A gerente de Meio Ambiente da Ciplan, Maria Teixeira, apresentou as recicladoras do Queima Lençol que desenvolvem suas atividades na sede da Associação de Moradores da comunidade.

Segundo Fernando Crosara, o objetivo da visita foi conquistado com a troca de experiências entre os recicladores. “A ABCP quer ser uma ponte para serem fechadas parcerias de sucesso com os cuidadores do meio ambiente. Foi uma grata surpresa para todos nós o trabalho desenvolvido pela cooperativa com o apoio da CIPLAN”. Julio Andraski, da Reblocos, reforçou que “o trabalho desenvolvido pelas mulheres é muito importante para a sociedade”.

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