Uma Brasília para chamar de nossa

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O projeto intitulado “LX – Sessenta” está em fase de pesquisa e desenvolvimento, sempre com o foco central em fatos e personagens inéditos ou pouco conhecidos do grande público.

Toda história é um elemento vivo. Por isso, ela precisa ser visitada e revisitada e, sempre que possível, é desejável periódicas revisões para resgatar fatos e personagens que ficaram esquecidos ou ocultos no tempo. Este é o conceito que norteia a série de documentários sobre os sessenta anos de Brasília.

O projeto intitulado “LX – Sessenta” está em fase de pesquisa e desenvolvimento, dividido em episódios que tratam de diversos temas, sempre com o foco central em fatos e personagens inéditos ou pouco conhecidos do grande público.

Eduardo Monteiro, jornalista e produtor cultural que coordena o projeto, acredita ser esta a fase mais importante: “É uma empreitada grandiosa, digna da verdadeira odisseia que foi a construção de Brasília. Cada fato novo ou personagem descoberto, leva a novas pesquisas. Uma verdadeira bola de neve. Portanto, é preciso ter paciência, determinação e, sobretudo, muito trabalho em equipe”.

Ainda segundo Monteiro, são muitos os locais que faltam ser visitados. Entre eles, os arquivos da atual EBC; da extinta Rede Manchete; o Museu da Imagem e do Som; e os arquivos públicos do DF, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais. Sem falar de historiadores, escritores, jornalistas etc., como Ronaldo Costa Couto, Adirson Vasconcelos, Nina Tubino, Silvestre Gorgulho, Renato Riella. Ele mostra uma vasta lista de nomes. Muitos depoimentos já foram gravados.

Comício de Jataí – A linha de pesquisa tem como marco referencial o lendário Comício de Jataí, de 4 de abril de 1955, que marca a arrancada para a campanha vitoriosa de JK à Presidência da República e a reta final para a construção de Brasília. Mas há inúmeras visitas à chamada “Pré-História” de Brasília, bem como, um passeio aos tempos atuais, traçando um paralelo onde se pretende mostrar a formação do jeito e da alma brasiliense e resgatar o orgulho da obra de candangos e pioneiros.

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“Nessa viagem, a gente vai tirando do limbo muitos nomes. Para citar apenas três, lembramos de Joaquim Alfredo da Silva Tavares, a quem JK pessoalmente encarregou de cuidar da agricultura e pecuária do DF; Jofre Mozart Soares, “braço direito” de Bernardo Sayão, engenheiro decisivo em todo o processo; e até Djalma Sabiá, único fundador vivo da escola de samba Salgueiro e membro da comitiva responsável por homenagear JK em seu aniversário de 57 anos, no dia 12 de setembro de 1959, data em que também nascia o Lago Paranoá. Para mim, o marco simbólico do nascimento do samba e do carnaval em Brasília”.

A equipe de produção conta, além, de Eduardo Monteiro, com Bernardo Sayão Neto (Supervisão geral); Diógenes Dias (diretor de Fotografia); Dagoberto de Menezes (Pesquisa); Roberto Astorino (produtor) e terá ainda o jornalista Renato Riella, como consultor de conteúdo histórico e jornalístico. Ao tempo em que a equipe trabalha na pesquisa, seus membros mantêm os pés no chão. “É preciso registrar que a história de Brasília é muito bem contada, por isso não queremos apenas fazer mais um documentário. Desejamos algo novo na estética, forma e conteúdo. Nossa pretensão é bem maior”, ressalta Eduardo Monteiro.

Para realizar esse desafio, o jornalista busca parceiros e investidores. “Esse projeto é da população de Brasília, de todo o DF e Entorno. É um legado que pretendemos deixar para as gerações da Capital da Esperança, que segue em busca da consolidação de sua identidade. Como diriam os poetas Lô Borges e Milton Nascimento, “os sonhos não envelhecem”.

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