Um papo entre Francisco e Chico Xavier

Com mediação de Gandhi e participação inesperada do Dalai Lama

Em meio aos inúmeros compromissos marcados em sua agenda durante a semana em que cerca de quatro milhões de católicos se reuniram na cidade do Rio de Janeiro para participar da 28ª Jornada Mundial da Juventude, o papa ainda reservou tempo para um encontro espiritual com um brasileiro que respondia pelo mesmo nome que ele adotou como sucessor do trono de Pedro.

Evidentemente, trata-se de uma reunião imaginária. Porém, o Brasília Capital resolveu reproduzir o que seria o diálogo entre o argentino Francisco e o brasileiro de Leopoldina (MG), Chico Xavier. E, visando evitar polêmica entre ambos, convidou o indiano Mahatma Gandhi para interceder como mediador.

Chico Xavier – Seja muito bem vindo ao nosso País. Auxilia-nos tanto quanto puderes. Cada pessoa que hoje te encontra, talvez seja amanhã a chave de que necessitas para a solução de numerosos problemas.

Francisco – Não trago ouro nem prata. Trago apenas Jesus.

Chico Xavier – Creio que a importância do Evangelho de Jesus em nossa evolução espiritual é semelhante à importância do Sol na sustentação da nossa vida física.

Francisco – A verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração.

Chico Xavier – Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós!

A esta altura, Gandhi interfere:

– A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar. As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?

Francisco – O dinheiro tem que servir, não governar. Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a repressão, os assassinatos, mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas econômicas injustas, que originam as grandes desigualdades.

Chico Xavier – Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo…Qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

  Francisco – Penso que temos que dar testemunho de uma certa simplicidade – e diria, inclusive, de pobreza. O povo sente seu coração magoado quando nós, as pessoas consagradas, somos apegadas ao dinheiro.

É neste momento que surge um quarto participante no encontro, Dalai Lama:

            – Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho. Se querem transformar o mundo, experimentem primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. O egoísmo causa a ignorância, a cólera e o descontrole, que são a origem dos problemas do mundo.

Ao que Francisco replica, pondo um ponto final à conversa, devido a compromissos inadiáveis com seu rebanho:

– Bote fé, que a vida terá um novo sabor. Bote fé, bote a esperança e bote amor. Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e solidário.Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica.

E os quatro se retiraram calmamente, cada um levando consigo sua missão de espalhar a paz e o amor pelo mundo, sempre combatendo o egoísmo e o excesso de apego às coisas materiais.

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