Top Mall será reformado

Interditado desde o dia 12 de agosto devido a um incêndio, o shopping Top Mall, na CNB 12, começará a ser reformado na próxima semana. A garantia é do superintendente do empreendimento, Sebastião Júnior. Mas, de acordo com a Defesa Civil, não há previsão para o retorno das atividades, já que é preciso entregar novos projetos de arquitetura, de prevenção de acidentes e readequação da infraestrutura do prédio.

Mesmo sem valores definidos, os comerciantes serão ressarcidos pelos prejuízos causados pelo fogo e pelo tempo que o shopping ficar fechado. “Os comerciantes serão indenizados. O shopping tem seguro, assim como a Caixa Econômica Federal, em cuja agência o incêndio começou. Nosso departamento jurídico vai fazer uma reunião para definir isso”, disse Júnior.

Para o presidente da Associação Comercial do DF, Cléber Pires, os empresários perderam muito e não há como recuperar. “O empresariado tem contas a pagar, que têm vencimento. Raramente vai ser ressarcido da totalidade dos prejuízos. Por isso, sem dúvida nenhuma, os investidores com lojas no Top Mall deverão buscar seus direitos. Isto é natural”, disse.

Não há prazo para concluir as obras. Entretanto, Sebastião Júnior disse que o shopping fechou contrato com três empresas que farão a demolição das áreas afetadas, limpeza, laudos técnicos e executar a reforma. Ainda não há prazo para a conclusão das obras.

Mesmo com vigas de sustentação e uma laje abaladas por causa do calor, que chegou a 1.700 graus centígrados, o prédio não corre o risco de desabar, informou a Defesa Civil. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o laudo com as causas do incêndio deve ficar pronto em no máximo 30 dias.

 

Saiba +

Inaugurado em 2000, com pompa e circunstância, numa festa que teve o jornalista global Alexandre Garcia como mestre de cerimônia e contou com a presença de dezenas de autoridades, entre elas o então governador Cristovam Buarque, o Top Mall não caiu no gosto da população como um centro de compras. Acabou se transformando num shopping de serviços, onde funcionam pontos de atendimento de órgãos públicos como o Na Hora e um posto da Polícia Federal, além de agências bancárias.

Um dos peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil, que preferiu não se identificar, garantiu a reportagem do Brasília Capital que tudo leva a crer que o incêndio do dia 12 se originou nas instalações elétricas da Agência da CEF. “Este prédio, da forma como estava funcionando, é um perigo. Não tem áreas de escape para os freqüentadores em caso de sinistros e as instalações elétricas e hidráulicas são muito precárias. Precisa ser repensado, disse ele, antecipando a linha do laudo pericial que produzirá nos próximos dias.

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