Oposição e alguns governistas lutam por segundo turno na Câmara

Bancada de 57 deputados do PT aprovou, por unanimidade, o apoio a André Figueiredo. Foto: PT/Divulgação

Cláudio Caxito

Os partidos de esquerda e de oposição ao governo de Michel Temer estão fechando um bloco, formado por PT, PDT, Rede, PCdoB e PSol, em apoio à candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE) à presidência da Câmara. A adesão petista foi confirmada nesta terça-feira e a expectativa é de que o PSol faça o mesmo ainda nesta noite.

O grupo poderá reunir até 101 parlamentares, para tenta fazer frente à candidatura de Rodrigo Maia (DEM). Maia busca a reeleição, na próxima quinta-feira (2), com o respaldo do presidente Michel Temer e, consequentemente, da base governista. Se tudo caminhar como ele espera, teria pelo menos 360 votos – são necessários 257 para se manter no cargo que, na prática, é também de vice-presidente da República.

Quem também corre por fora são os deputados Jovair Arantes (PTB-GO), respaldado pelo baixo clero, Rogério Rosso (PSD-DF), que retomou a campanha, e Júlio Delgado (PSB-MG).

Derrotado por Rodrigo Maia no segundo turno da eleição para a presidência da Câmara em julho de 2016, por 285 votos a 170, e sem apoio do próprio partido agora, Rosso chegou a suspender a campanha e liberou os deputados do partido para votarem em qualquer candidato. Ontem (30), porém, retomou a campanha, após ser informado que o pedido de impugnação da campanha de Maia não está na pauta do STF nesta semana.

Cunha nos bastidores – Jovair teria cerca de 60 parlamentares a seu favor. Rosso poderia reunir até 80.  Os dois pertencem ao Centrão, bloco que defendia os interesses do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e contava com mais de 200 integrantes. Cunha, mesmo preso, usa a influência que lhe resta para que um dos seus antigos pupilos chegue ao segundo turno, contando com possíveis traições da base governista, já que a votação é secreta.

A aposta dos adversários de Maia para chegarem ao segundo turno é na desagregação da base, o que poderia elevar os dividendos políticos de parlamentares do baixo clero, que só num momento como este têm possibilidade de vender caro seus votos e terem seus passes valorizados na distribuição de cargos na Mesa Diretora da Casa, além de obter benesses do governo federal.   

 

 

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