Tocando em frente

Sônia Pereira Amorim e sua filha Virgínia Karlla Amorim.

No sábado (22/8), minha mãe, Sônia Pereira Amorim, 68 anos, apresentou febre e mal estar no corpo. Achando que fosse apenas um resfriado, permaneceu em casa, usando analgésicos. Durante toda a semana, não houve melhora, e, no sábado seguinte (29/8), fomos ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Lá, recebemos a melhor atenção possível, e nos encaminharam para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante.

Lá, minha mãe foi classificada com pulseira laranja e encaminhada para a tenda ao lado. Ambos os atendimentos, mais uma vez, foram perfeitos, tanto dos médicos quanto das equipes de enfermagem. Ali mesmo iniciaram a medicação, pediram exames e uma tomografia computadorizada dos pulmões – minha mãe estava saturando em 90.

Foi levada para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), de ambulância, acompanhada da enfermagem, e realizou o exame imediatamente. Depois, retornou à UPA do Bandeirante. Ela tinha 25% dos pulmões comprometidos.

Foi internada. No domingo (30), foi levada para o hospital de campanha do Mané Garrincha, onde foi muito bem auxiliada. As instalações são ótimas. Tudo novo, leitos de última geração, equipe atenciosa, tudo extremamente limpo e organizado.

Na quarta-feira (2/9), a doutora informou que ela progrediu tão bem que o tratamento poderia prosseguir em casa, mantendo o protocolo com antibióticos. Graças a Deus, minha mãe já está em casa, recebendo o carinho de toda a família.

Dona Sônia recebe alta do tratamento da covid-19 e saiu do Mané Garrincha ao som de “Tocando em frente”, de Almir Sáter.

Foi muito emocionante vê-la sair da ala de internação do hospital de campanha ao som da música “Tocando em frente”, de Almir Sáter, ao lado de toda a equipe que a assistiu durante seis dias. Sentada numa cadeira de rodas, ela carregava uma placa com a frase “Eu venci a covid”. Mas, nós todos sabemos que ela não venceu sozinha. A vitória é, também, de todos os profissionais que a assistiram desde o primeiro atendimento no HRT.

Se hoje estamos todos felizes e comemorando o retorno de minha mãe ao nosso convívio, devemos isto à competência desses trabalhadores da saúde. Parabéns ao Governo do Distrito Federal por oferecer esse tratamento tão digno a uma cidadã idosa, sem plano de saúde, que tem comorbidades como hipertensão e diabetes!

Sinto-me privilegiada e aliviada com essa proteção!

(*) Professora da Secretaria de Educação do GDF

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