Tempos difíceis

Tudo é cíclico e funciona como o coração. Há momentos de dificuldades (sístoles) e de facilidades (diástoles) na vida de pessoas, das famílias, das instituições e da nação. Tempos difíceis exigem mais ação, disposição e criatividade.

Normalmente, tempos difíceis não são difíceis apenas em si. As dificuldades, em geral, tornam-se insuportáveis devido à tendência do ser humano em se desequilibrar, nesses momentos, atraindo para si dificuldades extras que não faziam parte.

Na Bíblia temos dois exemplos clássicos de fracasso e superação. José, preso do Faraó, interpreta o sonho deste: sete vacas magras significam sete anos de seca. Sete vacas gordas, sete anos de fartura.O Faraó se previne, abastece seus estoques para enfrentar a longa seca e não só liberta José como o torna chanceler do Egito.

Jó perde tudo, se maldiz e se desespera, complicando muito mais a situação, até aprender aenfrentara situação com confiança, serenidade, e superar seus tempos difíceis, reavendo e aumentando a riqueza que havia perdido.

Questionado por um demônio sobre o porquê de agora estar iluminado, um ex-demônio respondeu: caminhei. Caminhar é enfrentar os tempos difíceis com determinação, confiança e solidariedade, que significa também colaborar com pessoas, de preferência aquelas com dificuldades maiores que as suas. Hoje, melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje.

Hoje em dia, devido à criação superprotetora que os pais têm dado aos filhos, temos várias gerações de seres frágeis, com dificuldades para enfrentar as frustrações da vida.

É preciso ensinar-lhes que viver é ganhar e perder, rir e chorar, sentir prazer e dor, mas tudo são ensinamentos para levar o ser a equipar-se das asas do amor e da sabedoria, como ensinou o mestre Emmanuel.

E o poeta Gonçalves Dias enfatizou: “Não chores, meu filho/ Não chores, que a vida é luta renhida/ Viver é lutar/ A vida é combate/ Que aos fracos abate/ Que os fortes, os bravos/ Só pode exaltar”.

Bate, e a porta se abrirá. Busca, e acharás, ensinou Jesus.

2 Responses

  1. Os erros nos ensinam, as dificuldades nos fortalecem e nos fazem evoluir, mas sofrimentos terminais e em excesso não levam a nada e demandam um fim emergente.

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