Tecnólogos em Segurança Pública cobram diplomas da PMDF

Eles se formaram em fevereiro deste ano e dizem que o documento é exigência para processos de promoção na carreira. Foto: Divulgação

Cento e sessenta e oito alunos do curso de Tecnólogo em Segurança Pública do Instituto Superior de Ciências Policiais (ISCP), que se formaram no dia 20 de fevereiro deste ano, cobram a emissão de seus diplomas. 

Caso o comandante geral da Polícia Militar, coronel Julian Pontes, não emita os documentos, eles vão entrar com um mandado de segurança contra a corporação. O grupo já fez uma moção de repúdio ao comandante e entregou ao ajudante de ordens do governador Ibaneis Rocha.

Uma das formandas é a ex-diretora do Conselho de Segurança (Conseg) de Taguatinga, Marta Lima. Ela afirma que Julian Pontes e o comandante da Academia de PM de Brasília, coronel William Delano, se negam a entregar os 168 diplomas do curso superior “porque são contra a existência do ISCP.

”Constam nas placas e nos anais da formatura homenagens ao ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que foi o paraninfo, e ao ex-comandante da corporação e fundador do ISCP, coronel Marco Antônio Nunes de Oliveira, o patrono”. Moro compareceu à formatura acompanhado do general Teófilo, secretário Nacional da Segurança Pública. 

“O ISCP é cadastrado no Ministério da Educação. Quando saiu do comando, o coronel Nunes deixou mestrado pago para os policiais e o coronel Pontes suspendeu. Eles não aceitaram as placas com os nomes dos formandos e dos docentes porque tinham os nomes dos nossos paraninfo e patrono. Só aceitam a placa se retirarmos os nomes deles. É ilógica essa exigência”, afirma Marta.

Prejuízos – Marta Lima foi presidente da comissão de formandos da turma de 2019, com 78 alunos. Eles enfrentam a mesma dificuldade dos 52 que fizeram o curso em 2018 e também não receberam o documento de conclusão. 

Segundo ela, os alunos quem trabalham em órgãos da Secretaria de Segurança Pública que se formaram fizeram um requerimento via Sistema do GDF ou, presencialmente, ao Comando Geral da PM e à Academia para que o coronel Delano respondesse sobre o diplomae não obtiveram resposta. 

Marta Lima diz que os formados estão sendo prejudicados. “Alguns são funcionários do Detran e outros são militares do Corpo de Bombeiros. Há formandos de órgãos da Segurança Pública local e nacional. Todos precisam do diploma para serem promovidos, pois essas corporações não aceitam certificado sem o diploma”, conta.

Até a publicação desta matéria a Polícia Militar do DF não havia respondido aos questionamentos da reportagem do Brasília Capital.

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