Surto de dengue em Taguatinga

Gerente de oficina, André Luiz diz que, na loja em que trabalha, os funcionários furam a parte de baixo dos veículos para escoar a água (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Gerente de oficina, André Luiz diz que, na loja em que trabalha, os funcionários furam a parte de baixo dos veículos para escoar a água

Carcaças de veículos, pneus velhos e lonas repletos de larvas e mosquitos da dengue. Esse é o retrato da Área Especial 115 do Setor H Norte, em Taguatinga. A situação no local é tão crítica que, diariamente, por volta das 9h, quando o sol começa a esquentar, segundo moradores e trabalhadores da região, milhares de insetos deixam as latarias em nuvens. Por toda a área, lojas de peças automotivas acumulam carros velhos, usados, batidos e desmontados. Parte deles fica sob marquises, mas, mesmo assim, pega chuva. Outros são cobertos por lonas furadas e continuam acumulando água. Em uma das lojas, funcionários furam o assoalho dos veículos, mas é impossível olhar todos eles. A reportagem do Correio Braziliense esteve no local e ouviu pelo menos oito relatos de pessoas infectadas pelo Aedes aegypti.

Morador e comerciante da região, Ivan Natal Júnior, 30 anos, e a mãe dele, Aureni Oliveira, 56, pegaram dengue. Doentes, sobrou para o pai, Ivan Natal, 58, tomar conta dos negócios da família. Eles reclamam que a região foi “esquecida” pela Secretaria de Saúde. Segundo a família, fiscais deixaram a região há quase um ano e não há campanha de conscientização na área.


Fonte: Correio Braziliense

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