Suplente de nova ministra é ex-presidiário

 

Nelson Nahim é ex-presidiário como o irmão e a cunhada Anthony e Rosinha Garotinho. Foto: Reprodução

 

O suplente que assumirá a vaga aberta pela nova ministra do Trabalho, Cristiane Brasil (PDT-RJ), traz mais constrangimento para a Câmara dos Deputados. Nelson Nahim (PSD-RJ) é ex-presidiário, situação semelhante à de seu irmão e cunhada, ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) e Rosinha (PR).

Nahim foi preso em junho de 2016 em operação da Polícia Civil e Ministério Público, acusado de participar de uma rede de exploração sexual de crianças e de adolescentes, em Campos de Goytacazes (RJ). Ele negou envolvimento no crime e foi solto quatro meses depois, beneficiado por habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como suplente, na atual legislatura, Nahim já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes, em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas. Ele ainda seria o substituto eventual do deputado Celso Jacob (PMDB-RJ), que cumpre pena em regime semiaberto por falsificação de documento público e dispensa indevida de licitação para construção de creche na época em que comandou a prefeitura de Três Rios (RJ), em 2002.

A própria nova ministra Cristiane Brasil tem um histórico familiar ligado ao crime. É filha do delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB,) réu condenado a 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto, e libertado após cumprir um quarto da pena por atender aos requisitos previsto no decreto do indulto

 “Meninas de Guarus”

Em 2009 a polícia deu início a investigação no caso “Meninas de Guarus”, 14 pessoas foram condenadas por exploração e estupro de crianças e adolescentes, que tinham entre 8 e 17 anos, em Campos Goytaces, Norte Fluminense. Incluindo aí Nelson Nahim. De acordo com a denúncia, a casa era mantida com portas e janelas trancadas e vigília armada. As meninas ficavam em cativeiro e chegavam a fazer 30 programas por dia, sob o uso obrigatório de drogas.

Depois da negociação sobre o valor do programa, as vítimas eram levadas de carro até os clientes para realizarem o ato, em motéis ou hotéis da cidade, alguns destes locais, tinham firmado convênios com os proprietários. Como pagamento recebiam drogas e comidas, em algumas vezes, o valor era pago pelo cliente.  

 

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