Supere seu vazio existencial

Nunca houve uma época com tanta gente se queixando de vazio existencial. Mesmo em países superdesenvolvidos, a queixa é a mesma, com número crescente de suicídios. Somente a partir dos anos 1940, com as experiências de Elton Mayo, é que se confirmou que os seres humanos não são máquinas e que, para estarem bem, é preciso que suas necessidades estejam atendidas – necessidades fisiológicas, psicológicas e de autorrealização. Dizia Elton Mayo: “Quando o indivíduo tem compromisso com sua essência, a vida não se torna um fardo difícil de carregar”.

Posteriormente, Maslow organizou e detalhou essas necessidades numa pirâmide que ele chamou de “hierarquia das necessidades”. É algo semelhante ao que já ensinava Confúcio, 500 anos a.C: “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”.

Para Freud, a necessidade maior era de prazer. Para Adler, era a conquista do poder ou ideal, mas, para Jung, era de autorrealização. Carl Jung foi quem mais se aproximou dos mestres do Oriente, que falam em programação existencial, e de Jesus, sobre o Reino de Deus.

A verdade é que precisamos atender ao ser integral que somos: Corpo, mente e alma. Não se pode ser feliz procurando atender apenas as necessidades do corpo, como acreditam os materialistas.

Há também as necessidades psicológicas e outras que estão além do físico e da psiquê. São as necessidades da alma, onde inclui-se amar o próximo como a si mesmo e cumprir a programação existencial, gravada em nosso superconsciente, como ensinaram Pietro Ubaldi e André Luís. Sem o cumprimento da programação, a consequência é o tédio e a falta de sentido da vida ou vazio existencial.

Você é feliz?, perguntaram a Chico Xavier. “Sim. Fiz todas as minhas tarefas de casa. Vejo mais beleza, olhando para uma folha, que numa poesia de Shakespeare”. Você cumpriu sua programação? perguntaram ao Mestre Huberto Rhoden. “Sim, e fui além”.

Pergunta-se: Como descobrir a felicidade? Pelo prazer que está além de dinheiro, fama e sucesso. É algo íntimo, como externou Tiradentes: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria”. Isso é consciência de quem cumpriu seu dever, sua programação, ou lenda pessoal, como chama Paulo Coelho.

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