Suicídio: A ignorância do cientista

Semana passada foi notícia no mundo a decisão de suicidar-se manifestada pelo cientista australiano David Goodall. Aos 104 anos de idade, e desgostoso porque não pode continuar trabalhando na universidade, tomou essa decisão de viajar para a Suíça, onde a legislação permite o suicídio assistido.

Quanta ignorância! Aposentado e sem necessidade de trabalhar, Goodall poderia passar a dedicar-se a muitas coisas que o alegrassem, livre de horários e de cobranças. O cientista, como grande parte dos mortais ignorantes deste planeta, achava que a pessoa só merece viver se estiver produzindo.

É a visão coisificada do ser humano. Não somos coisas. Somos espíritos vivendo uma experiência na matéria em busca de educação da nossa alma neste Planeta-Escola chamado Terra. Como diz um pensamento aborígene-australiano: “Somos visitantes deste lugar. Viemos observar, aprender, realizar, e depois voltar pra casa”.

Faltou filosofia ao cientista. Se ao longo da vida ele tivesse parado para olhar o céu à noite, o nascer do sol que mantém a vida, a chuva que permite o nascimento das plantas e a vida dos seres vivos, o trabalho dos insetos para polinizar as flores que se transformarão em frutos, no mínimo, entraria em indagação. E a dúvida o levaria, no mínimo, a buscar o lado metafísico da existência. Quem sou eu? O que vim fazer aqui? Vou para algum lugar após a morte ou vou desaparecer? Então, a dúvida e a busca o levariam a continuar.

Alexandre, antes de invadir a Índia, ouviu de um sábio: “O que você pensa que irá conquistar? Você só tem um reino a conquistar. É seu reino interior”. Antes de morrer, contam que Alexandre pediu para ser enterrado com as mãos para fora do caixão. Por quê? Perguntaram-lhe. Para que as pessoas vejam que não estou levando nada. Naturalmente que esse pedido possa ter ocorrido em virtude de Alexandre ter recebido educação formal de Aristóteles, o maior filósofo da época.

Um pouquinho de reflexão e interesse, e o velho cientista teria conhecido e dado sentido à vida, com o pensamento de grandes luminares que passaram na terra, falaram da vida eterna, e deixaram rastros de sabedoria para sempre. Entre eles, Jesus, Buda, Gandhi, São Francisco, Santo Agostinho, Victor Frankl, Osho, etc.

One Response

  1. A vida é uma ferramenta para propósitos maiores que a respiração.

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