Sindivarejista prepara festa para o fim do Difal

O Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) quer reunir cinco mil pessoas no próximo dia 30 de abril, pela manhã, no Sesc de Ceilândia Norte, para comemorar a sanção da lei que extinguirá a cobrança do Diferencial de Alíquota (Difal) sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Distrito Federal.

         Como parte da preparação da festa, que terá como ponto alto a sanção da lei pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), o presidente do Sindivarejista, Édson de Castro, visitará várias cidades até o final do mês conclamando empresários e contadores a participar do ato. A primeira reunião aconteceu segunda-feira (15) durante um almoço no restaurante Zezinho Carne de Sol, em Taguatinga centro, com a presença de 50 contadores e lideranças empresariais.

         O presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais (Faci-DF), Valdeci Machado, parabenizou a iniciativa de Édson de Castro. “O setor produtivo precisa de incentivos como este para voltar a incrementar a economia local”, disse. Presente ao encontro, o deputado Rodrigo Delmasso (PRB) se emocionou ao assumir o compromisso de liderar, na Câmara Legislativa, o movimento pela redução da carga tributária. “Temos mais de 310 mil desempregados atualmente no DF. E o maior culpado  por esse índice é o excesso de impostos”, discursou.

         O Difal foi criado em 2015, pelo ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), e representa uma arrecadação anual estimada em R$ 6 milhões para os cofres públicos. “É muito pouco diante do orçamento de bilhões do GDF, mas representa muito para o faturamento dos pequenos e microempresários, que acabam impedidos de ampliar seus negócios ou mesmo de contratar funcionários”, comparou Adriano Marrocos, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC).

         “O fim da cobrança do Difal será um momento histórico. Corrigirá uma grave distorção que causou grandes prejuízos à economia de Brasília nos últimos quatro anos, causando a evasão de empresas locais para outros estados da Federação”, afirma Édson de Castro. Ele estima que esse movimento de saída de empresas causou o fechamento de cerca de 60 mil postos de trabalho no DF.

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