Sindicalistas e estudantes representam contra Weintraub

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) também entrou com representação contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, por “declarações caluniosas contra a UnB”. Foto: Júlio Pontes/Brasília Capital

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF), sindicalistas da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) e do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) e lideranças do movimento estudantil do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Honestino Guimarães entraram com várias representações contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, por “declarações caluniosas contra a UnB”.

Nas ações, os impetrantes classificam de “levianas e caluniosas” as declrações dirigidas à UnB. O ministro afirmou, em entrevista à imprensa e na Comissão de Educação da Câmara, que havia “plantações de maconha” na universidade. Ao Supremo Tribunal Federal, Érika Kokay e as entidades pedem que, no prazo legal, o ministro responda sobre as acusações contra professores, servidores e estudantes, detalhe quais são as universidades que “plantam maconha” e se ele dispõe de provas para sustentar tais declarações.

Ao Ministério Público Federal (MPF) o grupo pede a abertura de investigação criminal com objetivo de apurar as condutas do ministro, além da abertura de procedimentos civis e administrativos para responsabilizar Weintraub por improbidade administrativa. À Comissão de Ética da Presidência da República, solicitam apuração sobre as declarações e a exoneração de Weintraub do cargo. “O ministro não tem condições de permanecer no cargo”, sustenta Érika Kokay.

TCU – A deputada Érika Kokay apresentou, ainda, um requerimento de informações para que o Ministério da Educação (MEC) responda acerca de agenda de Weintraub com o ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo denúncias, Weintraub estaria agindo para que as contas da reitora Márcia Abrahão fossem rejeitadas, em contrariedade aos pareceres da Secretaria de Fiscalização da Educação e do Ministério Público do TCU, que pedem a aprovação das contas.

No requerimento, a parlamentar questiona sobre o assunto tratado na reunião e se o ministro nega que tenha ido solicitar a reprovação das contas da UnB. A recusa das respostas por configurar crime de responsabilidade.

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