Ser mãe

Acredito sinceramente que todos os nossos relacionamentos nessa Terra seguem uma lei divina e são uma excelente e rara oportunidade para o nosso aprimoramento humano e desenvolvimento espiritual.

Meu encontro com a Ananda aconteceu antes mesmo dela vir morar dentro de mim, cercado de mistério e beleza, como quase tudo em minha vida. Como desejei ser mãe! Da janela do meu apartamento, contemplava a lua cheia e pedia ao universo uma criança. Eu tocava minha barriga e já me sentia redonda e cintilante. A Ananda conhece bem a historinha da “menina da lua”…

A criança veio como um presente que eu mal me sabia merecedora. Fiquei em estado de graça! Quando soube que era uma menininha  passei a andar a dez centímetros do chão e desde então tudo em minha vida ficou cor de rosa. O rosa é considerado a cor do amor universal, do amor mais puro e fraterno e foi isso que ela me deu.

Eu que vivia “emburacada” em mim mesma, de repente, descobri o outro, descobri a força e a magnitude de amar alguém incondicionalmente.

Tenho aprendido nesses cinco anos lições diárias sobre o amor, a compreensão, a paciência, a liberdade, o desapego, a superação, a fé, a compaixão e a alegria (que é inclusive um dos significados do nome sânscrito Ananda). Divido com muito prazer essas lições com cada um de vocês. Agradeço a Deus e agradeço a todos pelo feliz encontro e por ele se dar em torno do amor que compartilhamos pela mesma pessoa, a Ananda, minha filha.

Gratidão

Márcia Reis, 35 anos, mãe da Ananda, 5.

 

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