Sem ilusões

Depois de longos quatro anos, o Brasil, até que enfim, venceu uma seleção campeã mundial. Dentre os detentores dessa honraria, a França é, juntamente com o Uruguai e possivelmente o próprio Brasil, a mais fraca.

Sim, não nos iludamos. Apesar do ufanismo dos Galvões, Ronaldos e Casagrandes, há muito que deixamos de ser aquela constelação de craques, o timaço a ser batido no futebol mundial.

Quem não lembra dos tempos em que jogo da canarinha era um programa imperdível, marcado na agenda, e ai de quem marcasse alguma coisa para aquele horário? Hoje, qualquer videogame, cinema, boliche no Shopping, aniversário daquele parente distante, ou mesmo uma soneca depois do churrascão de domingo pode ser justificativa pra não ver a seleção do Felipão.

Não que nosso talento tenha acabado. O problema é que paramos no tempo. O futebol evoluiu, no aspecto tático e, principalmente, físico. E pra fazer a diferença hoje em dia, além de ser um fora de série, tem que ser um cara focado, disciplinado, sem outra preocupação que não seja treinar e jogar. Esse cara hoje – e já há alguns anos – infelizmente não é brasileiro, e se chama Lionel Messi. Como dizem nossos amigos Hermanos, “Messi é, sem dúvida, o melhor do mundo, e um dos melhores da Argentina”

Olhando para o nosso escrete, quem seria, hoje, uma unanimidade? Possivelmente dois, muito mais pelo nome do que propriamente pelo que vêm jogando: Thiago Silva e Neymar. Ninguém, nem mesmo Felipão, teria coragem de tirar um deles do time.

Pelo futebol, quem tem demonstrado mais efetividade é um meia-atacante que, não por acaso, demonstra mais preocupação em jogar do que com o penteado que vai usar na próxima partida: Oscar.

O ex-colorado começou a aparecer na seleção exatamente quando a grande esperança de talento no meio-campo do Brasil sumiu: o então santista e atual são-paulino Paulo Henrique Ganso.

Além da seca de jogadores, o comando técnico também não enche os olhos: Felipão nunca foi um grande estrategista. Seu grande mérito sempre foi a capacidade de impor disciplina e manter o grupo fechado em torno de um objetivo. Foi daí que surgiu a grande marca de sua passagem anterior pelo Brasil: “a família Scolari”.

O aperitivo para a Copa do Mundo vem aí: a Copa das Confederações começa já no próximo sábado, 15/06, com Brasil x Japão, em Brasília. Além de grandes seleções, é a oportunidade de ver também os belos – e caros – estádios que estão sendo finalizados para o ano que vem.

O torneio tem apenas oito equipes, forças como Argentina e Alemanha não estarão presentes e a Espanha já não é mais o bicho-papão dos últimos anos.

Portanto, dá pra brigar pelo título. Mas, pelo que nossa seleção vem jogando, não será fácil. A final será no dia 30 de junho, no Maracanã.

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