Se eleição fosse hoje, Haddad venceria Bolsonaro

Oito meses após a posse de Jair Bolsonaro, pesquisa DataFolha divulgada nesta segunda-feira (20) aponta que, se o segundo turno da eleição para presidente da República fosse hoje, o petista Fernando Haddad venceria a disputa com 42% dos votos contra 36% do candidato do PSL. Outros 18% votariam branco ou nulo e 4% não souberam responder. 

No segundo turno, em 28 de outubro do ano passado, Bolsonaro obteve 55,13% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos) e Haddad 44,87%. Agora, a reprovação de Bolsonaro supera a sua aprovação. O percentual dos que não aprovam sua gestão aumentou de 33% na pesquisa feita em julho para 38%. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios. A aprovação de Bolsonaro caiu de 33% em julho para 29% em agosto. 

XP/Ipespe – Outro levantamento, este da XP/Ipespe, também divulgado nesta segunda-feira (2), mostra que, numa escala de 0 a 10, a nota média de Bolsonaro junto à população cair de 6,7 em janeiro para 5,5 em agosto. As avaliações positivas do presidente foram de 60% para 48%, enquanto as negativas subiram de 20% para 33%. 

Alvo do vazamento de trocas de mensagens com procuradores e protagonista de desentendimentos recentes com Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não perdeu apenas espaço no governo. O ex-juiz responsável por sentenças da Operação Lava-Jato em Curitiba sofre uma ininterrupta piora de imagem junto à opinião pública desde que trocou a magistratura pelo ministério. 

A 10ª edição da pesquisa XP/Ipespe, realizada de 27 a 29 de agosto, mostra que, numa escala de 0 a 10, Moro recebe nota média 6,0 junto à população. O resultado representa uma queda de 1,3 ponto em relação a janeiro – quando começaram as medições. De lá pra cá, as avaliações positivas (superiores a 6) de Moro foram de 67% da totalidade das respostas para 52%, enquanto as negativas (inferiores a 4) saltaram de 17% para 31%. 

Ainda assim, o desempenho do ministro é o melhor entre os nomes avaliados, incluindo o do próprio presidente da República. O mandatário tem nota 5,5, ante 6,7 obtida no primeiro mês de gestão – superado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes (nota 5,8). 

As avaliações positivas de Bolsonaro foram de 60% para 48%, ao passo que as negativas subiram de 20% para 33%. A pesquisa ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do país, a partir de entrevistas telefônicas realizadas por operadores. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Para 38% dos entrevistados, é Moro quem mais representa a bandeira do combate à corrupção. Outros 24% veem Bolsonaro como o principal porta-voz da agenda. O levantamento mostra que 18% dos entrevistados apontam os dois igualmente enquanto 16% não veem nenhum deles. 

O levantamento também ouviu a opinião dos eleitores sobre a relação entre Bolsonaro e Moro. Para 29%, a dupla tem muita sintonia, enquanto 38% veem alguma sintonia e 25% não enxergam sintonia. Outros 8% não souberam ou preferiram não responder a pergunta.

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