Ronaldinho quer driblar o eleitor candango

Ronaldinho e a pouca afinidade com pregação dos pastores da Universal do Reino de Deus. Foto: Reprodução

Na sua curta história da autonomia política, o Distrito Federal não teve muita sorte com grande parte de seus senadores: um foi cassado, dois renunciaram para fugir da cassação, três passaram pelas barras da cadeia, sendo que dois ainda vêem o sol nascer quadrado. Agora, num momento em que a comunidade candanga busca não repetir os erros do passado e eleger senadores que dignifiquem o mandato senatorial, o PRB, partido integrante da Frente Cristã e ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Edir Macedo, anuncia a candidatura do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho.

Famoso pelos seus dribles desconcertantes e mais ainda por suas festas mundo a fora, onde a abundância feminina é sempre destaque, Ronaldinho parece ter poucas afinidades com os mandamentos que os pastores da Universal pregam a seus seguidores. O PRB deve desconhecer a passagem bíblica de Sodoma, em Gênesis 19. Chega a ser uma afronta àqueles que são cotidianamente catequisados a respeitar os mandamentos bíblicos.

Independentemente de religião, afronta maior é para com o cidadão de Brasília, cansado de ter sua imagem envolvida com os escândalos que acontecem na Esplanada dos Ministérios. O brasiliense, mais do que nunca, busca para lhe representar no Congresso Nacional quem possua vínculos com a cidade, conheça os problemas e viva o cotidiano do Distrito Federal. O que sabe Ronaldinho sobre os problemas de racionamento d’água, da crise na Saúde Pública, da expansão urbana desenfreada, da carência à proteção do meio-ambiente, da insegurança pública ou do transporte coletivo?

Se deixarem Ronaldinho na W.3 Sul, ele terá dificuldades para chegar, por si, à Praça dos Três Poderes. A transferência de seu domicilio eleitoral para Brasília, a sete meses das eleições, pode ser até legal, mas está longe de demonstrar a moralidade política que se espera de um parlamentar. Qual o endereço de Ronaldinho em Brasília? Em que zona eleitoral ele vota? Quem aqui já viu Ronaldinho numa padaria, tomando um café na esquina ou passeando pelo Parque da Cidade? No máximo, Ronaldinho conhece o caminho do Aeroporto ao Congresso Nacional. Se bobear, nem o Bezerrão ele sabe onde fica.

A artimanha eleitoral construída pelo PRB para conquistar uma vaga no Senado é uma afronta à cidadania brasiliense. É considerar que o cidadão da Capital Federal é eleitoralmenteignorante, que aceita qualquer tipo de armação eleitoral construída por caciques que, muitas vezes, aparecem mais nos escândalos policiais. Esse tipo de político Brasília já teve muitos e não deseja mais tê-lo.

Que Ronaldinho vá tentar driblar o eleitor em outros campos, que não no Planalto Central.

 

Aparências enganosas

Durante o Carnaval, um container de coleta exclusiva de vidros foi colocado no Parque da Cidade. No final da folia, recolhida a caçamba, surpresa: nenhum resíduo que não fosse de vidro foi ali colocado. O folião pensou na reciclagem.

Mesma iniciativa ocorreu o durante o Fórum Mundial das Águas, no Mané Garrincha. No FMA,focado na preservação ambiental, o resultado foi outro. Ao abrir o container, junto com os vidros, foram encontrados papeis, plásticos, latas, restos de comida. Os ambientalistas lá presentes ignoraram a necessidade de selecionar os resíduos.

 

Na conta do consumidor

Com um rombo de R$ 430 milhões, a CEB deseja um aumento antecipado da conta de luz paga pelo brasiliense. A dívida é três vezes maior do que sua receita. O pedido de reajuste na tarifa já está sob análise na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os novos valores devem chegar ao bolso dos consumidores até outubro, pouco antes de eles escolherem seus futuros governantes.

 

Praça incompleta

Comerciantes do Conic cobram do GDF a reativação do funcionamento das pontes existentes próximos à Praça Zumbi, na plataforma superior da Rodoviária.

A área entre o Conic e o Touring Clube foi toda vitalizada, mas as fontes estão desligadas. Com isso passaram a abrigar moradores de rua.

Também não foram demarcadas, após a revitalização, as vagas destinadas aos motoristas idosos. A lei 2.477/1999 estabelece que nos estacionamentos públicos e privados com até 50 vagas serão reservadas, no mínimo, 3 vagas para idosos.

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