Rollemberg, um governo sem legado

“Eu não sou omisso e nem fujo. Então, serei candidato ao Senado”. Foto: Júlio Pontes

O senador Cristovam Buarque não enxerga legado nenhum na administração de Rodrigo Rollemberg (PSB). “Arrumar as contas não é legado, porque o próximo vem e desarruma”, afirma. Também não poupa críticas ao seu antigo partido: “O PT é um partido trabalhista e sindical e eu sempre fui a favor do povo. O PT não é partido do povo, é partido dos sindicatos”, avalia. Hoje filiado ao PPS, aos 74 anos, Cristovam diz que não tem o direito de se omitir e, por isso, continua causando polêmica com suas ideias e propostas. Afirma que desistiu da candidatura a presidente para evitar a pulverização de votos do centro.

Por que o senhor acha que deve continuar representando Brasília no Congresso Nacional? – Deixar de ser candidato este ano iria parecer para alguns uma omissão de minha parte. Nós vamos ter anos muito difíceis no Brasil, qualquer que seja o presidente eleito em outubro. Se eu ficasse de fora, iria parecer que eu estava fugindo. Porque muita gente que antes me apoiava, agora diz que eu dei votos que contrariaram algumas pessoas que antes votavam em mim.

Qual a contribuição o senhor ainda acredita que pode dar à cidade e ao País? – Eu não sou omisso e nem fujo. Então, serei candidato ao Senado. Apesar de já estar aqui há dois mandatos, tem muitos projetos meus que estão andando na velocidade do Congresso: devagar. E eu não quero abandoná-los.

Quais são esses projetos? – São muitos, como, por exemplo, a ideia de que a educação tem que ser federal no Brasil e não só em Brasília, onde, de certa maneira, a educação é federal. E finalmente o fato de que eu tenho uma bandeira fundamental, de que o futuro do Brasil está na educação de qualidade para todos. Eu diria que todos os problemas passam por duas pernas: o problema em si e a educação. Se eu não estiver aqui no Congresso falando disso, não vai ter outro. Por isso, mesmo com 74 anos, não me sinto no direito de me omitir.

Quando o senhor fala “algumas pessoas” subentende-se tratar-se do PT, que não o perdoa por ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Sem o apoio da esquerda, o senhor dará uma guinada rumo aos evangélicos? – Primeiro, eu não faço guinada aos evangélicos. Eles sempre me apoiaram em todas as minhas campanhas, salvo em 1998, no segundo turno. Na época, eles fizeram uma campanha muito dura contra mim dizendo que eu tinha um pacto com o demônio. Quando acabou a campanha e eu fui derrotado, fui visitar os pastores. E eles diziam: ‘o seu problema não é você, é o seu partido’, se referindo ao PT. Por causa do aborto e outras questões de ordem moral e não política. Os evangélicos sempre estiveram comigo. Não todos e nem fechados, até porque ninguém consegue fechar 100% qualquer classe.

Mas agora o senhor está aliado ao PRB, um partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus… –A possibilidade do PRB vir para este bloco não tem relação comigo. O partido está visando ter candidato ao governo.

O senhor apoiaria um candidato do PRB a governador? – Não sou eu que decido. Eu consegui fazer uma junção de diversas pessoas, que eu digo que não são mais azuis ou vermelhos. Eu até chamo de a cor do futuro. Cito nomes: Rogério Rosso (PSD), Izalci Lucas (PSDB), Wanderley Tavares (PRB) entre outros. Houve um encontro, desses que não são vermelhos e nem azuis, que querem outra coisa. O Wanderley, com o PRB, é um deles. Eu não sei quem vai ser o candidato ao governo.

“Eu não saí do PT, o PT saiu de mim”. Foto: Júlio Pontes

Por que o senhor saiu do PT? – Eu não saí do PT, o PT que saiu de mim. Em 2005 eu saí do PT, e mesmo assim o partido me apoiou em campanhas minhas depois disso. Eu saí do PT por duas razões: O PT perdeu seu vigor transformador, passou a ser um partido conservador. O Partido dos Trabalhadores é um partido conservador. Isso eu digo há 15 anos. Segundo ponto é que o PT foi contaminado pela corrupção, que naquela época era ao redor do PT e depois descobriu-se que estava dentro do PT. Eu não traí nada do que acredito. Nada!

O senhor se arrepende de um dia ter sido filiado ao PT? – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tem uma frase que diz: esqueçam o que escrevi. Eu digo o contrário: não esqueçam o que eu disse e escrevi. Olha o que eu falei quando estava no PT ou no PDT, que são meras siglas. Como o PPS também é. Não temos hoje em dia partidos, temos siglas. Eu não traí nenhum dos meus princípios. Nem de comportamento, nem de vigor transformador e nem minhas bandeiras. Como o PT me aceitou antigamente quando eles diziam que a transformação vinha aumentando salário de servidor e eu dizia que a transformação vinha através da educação do filho do trabalhador. Sempre disse isso. O PT é um partido trabalhista e sindical e eu sempre fui a favor do povo. O PT não é partido do povo, é partido dos sindicatos.

O senhor falava isso quando estava no PT? – Eu dizia isso. Não é à toa que os professores fizeram uma greve em meu governo, mesmo eu sendo o governador que mais fiz pela educação. Meus discursos sempre foram de que a educação era o lugar da revolução. Eu sempre disse que o socialismo, se é que existe, é o filho do trabalhador na mesma escola que o filho do patrão. O PT não fecha com essa ideia. O PT diz: o socialismo é pagar bem os professores, que é uma visão sindical. Eu defendo pagar bem os professores, desde que isso melhore a escola. Senão melhorar a escola, não defendo.

Quando reitor da UnB, o senhor defendia aumento de salário dos professores… – Eu continuo defendendo a bandeira do professor sempre que ela for necessária para a educação. Não tem educação boa sem professor ganhando bem. Na verdade a minha proposta é muito mais radical do que a do PT em relação a salário. Eu defendo que o professor tenha salário de R$ 15 mil, numa nova carreira, com seleção mais rígida e outros pontos.

Seria a meritocracia? – Os pontos são: seleção mais rígida: O professor só ser contratado após um ano em sala de aula para se ver o resultado; não ter estabilidade plena; avaliação periódica, analisando resultados de desempenho e provas de atualização. Enfim, temos que ouvir os professores para saber os critérios. Mas tem que saber: os alunos estão aprendendo de fato? Sem passar a mão na cabeça, claro.

Outra postura sua que desagradou aos seus ex-aliados, hoje oposição ao governo Temer, foi o voto favorável à PEC 95, do teto de gastos. Seria uma medida contra a educação… – Tentam passar essa falsa imagem. A PEC do Teto limita o gasto total, permite aumentar para educação, se diminuir salário de deputado, senador e juiz. Permite construir mais escolas, senão fizer mais estádios. Na PEC, você tem que optar onde aumentar, mas dizendo onde vai diminuir. Se tivesse isso há 30 anos, o Brasil não estaria na crise que está. Eu tinha que votar a favor da PEC. Primeiro porque sou conservador em matéria de gastos, tanto nos meus gastos pessoais, no meu gabinete e com os gastos da República. Sou contra desperdício de dinheiro. Sou contra palácios e prédios suntuosos. Sou contra essas mordomias todas e elas só existem porque não existia teto de gastos.

Não haveria uma maneira de proteger os investimentos na Saúde e na Educação? –Para não haver aumento na carga tributária sem o teto, só tem uma maneira: inflação. Ou controlam-se os gastos ou controla-se a quantidade de mercadoria no carrinho de supermercado. O teto é uma questão de aritmética. Não se pode gastar mais do que se arrecada. É lamentável que um corpo que recebe para pensar, minta ou não entenda. Não há limite nos gastos da educação. O limite é o gasto total. Para aumentar na educação, tem que diminuir em outras áreas. Nos últimos três anos, aumentou o investimento em educação.

Então é uma questão de se eleger prioridades? – É uma questão de lutar por prioridades. O problema é que o PT não quer brigar com os servidores sindicalizados da Justiça, por exemplo.

Mas não pode haver uma inversão? Por falta de luta, como o senhor disse, aumentar o gasto em outras áreas e a educação e a saúde passarem a receber menos? – Pode. Isso é democracia. Caso aconteça é porque a gente não lutou ou não tem força. Eu prefiro que certas áreas não tenham mais recursos, se for necessária uma ditadura para que elas tenham. Porque a outra maneira de aumentar na educação é uma ditadura que diga: vamos aplicar todo nosso dinheiro em educação. Eu não quero essa ditadura. Ou seja, isso é positivo! Vai obrigar o povo a despertar para a luta, ou então perder. Afinal, numa luta, há um vencedor e um perdedor.

 

Os ricos podem não lutar por isso. Afinal, têm condições de pagar por uma educação de qualidade. O senhor não considera que pode ser mais complicado o Estado deixar de ter essa obrigação e depender da boa vontade dos que têm melhores condições? – Mas é mentira! Eles gastariam de qualquer maneira. Mas aí gastariam com inflação. Por exemplo: aumentariam salário de professores, mas não o seu poder de compra. Não está na hora de brigarmos com essa elite? Eles podem não usar o dinheiro para a educação, mas aí depende de nós. A classe intelectual está no comodismo. Não quer brigar porque não quer apontar de onde tirar. Por que ninguém da UnB ficou contra a construção do Estádio Nacional que custou R$ 2 bilhões? Com o dinheiro do estádio não haveria crise na UnB por 20 anos. Ninguém se manifestou porque o dinheiro era livre. Podia construir estádio e ter dinheiro para a Universidade. Agora não! Gastou com estádio, não tem para educação. Em 2017, quando já estava em vigor a Lei do Teto, o investimento em educação subiu, se compararmos com o ano anterior. Em 2016 foi aproximadamente R$ 109 milhões, em 2017, R$ 115 milhões. Em 2018 caiu para R$ 111 milhões por falta de luta! Eu apresentei no Senado orçamento que aumentava para R$ 118 milhões. Ninguém da UnB veio me apoiar. A PEC do Teto vai nos obrigar a lutar contra essa elite atrasada.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) disse que sua atuação no Senado está aquém do que a sociedade brasiliense espera do senhor. O que diria para o governador? – Ele é muito ocupado. Não tem muito tempo para pensar no que dizer. Falou da boca para fora, eu tenho certeza. Ele sabe que dizer que eu não fiz nada não procede. Eu tenho uma folha de serviços prestados. Eu tenho 19 leis sancionadas, fora as mais de 100 que estão tramitando no Congresso. Eu disponibilizei uma quantidade enorme de emendas para o governador. Inclusive, ele merece elogios, porque sabe gastar o que a gente manda para lá, ao contrário do Agnelo, que não conseguia gastar. Somente para educação, durante os três anos de governo Rollemberg, destinei R$ 16 milhões para educação no DF. Em 2015, R$ 5,6 milhões foram destinados para a educação no DF. Ele só não usou R$ 250 mil que mandamos que seria para educação básica. Ele é bom de gastar, melhor que o Agnelo. Ele só não lembra de onde veio o dinheiro que ele gasta.

A que o senhor atribui a alta rejeição ao atual governador? – A ele próprio. Ele tem uma característica de gostar do isolamento. Não posso dizer que o governo é ruim. Ele é que é isolado. O governo não tem um legado. Arrumar as contas não é legado, porque o próximo vem e desarruma. Eu não sei aonde ir para mostrar uma obra de Rodrigo Rollemberg. Eu estava com ele. O Reguffe estava com ele. O PCdoB, o PDT estavam com o Rodrigo. Eu não sei o que ele sofre porque parece que procura o isolamento. Eu mesmo tentei muito caminhar junto com ele. Fui o primeiro a pedir votos para ele na campanha de 2014.

Vocês conversaram logo após a eleição? – Eu fui ao gabinete dele na terça-feira, após sua eleição, e entreguei um papel. Ele achava que eram indicações políticas, mas eu não faço isso. Eu disse: “Rodrigo, aqui estão minhas contribuições ao seu governo. Os dez erros que eu cometi no meu”.

Quais foram os erros? – Eu não lembro todos. Um deles foi criar uma secretaria de governo para contato com os trabalhadores e trouxe para ser o secretário um dos membros do Sindicato dos Professores. O que aconteceu? A briga interna do sindicato veio para dentro do meu governo. Outra: aumentei 66% o salário dos professores nos primeiros três meses de governo. Resultado: quase quebro o governo, o sindicato não precisou fazer greve para reivindicar e não agradeceu, e dois anos depois a categoria se esqueceu desse aumento. Tinha que ter deixado o sindicato fazer pelo menos um dia de greve para mostrar serviço e escalonar os aumentos. Eu não me lembro dos 10, mas lembro do 11º item, que não estava escrito, somente falei ao Rollemberg. Eu disse a ele: eu dei poder demais a uma certa pessoa.

Quem é essa pessoa. O Hélio Doyle?

Não vou dizer o nome… Mas acho que o Hélio tem um papel importante no isolamento do Rodrigo. Alguém convenceu o governador de que eu e Reguffe seríamos adversários dele nas eleições 2018, que não apoiaríamos sua reeleição. Nós garantimos que não e cumprimos nossa palavra. Eu não serei candidato ao governo e Reguffe vai terminar o mandato dele no Senado. Hoje, no Congresso, nenhum deputado ou senador de Brasília está com ele. Mas ele fez coisas que eu gostaria de ter apoiado.

Por exemplo? – Por exemplo, o controle de gastos e o enfrentamento ao corporativismo. Sou favorável às parcerias público-privadas. Temos que fazer essas experiências, como do Hospital da Criança, que eu também estou na luta. Poderia estar com ele, mas estou diretamente com o hospital.

“Ele (Rollemberg) sabe que dizer que eu não fiz nada não procede”. Foto: Júlio Pontes

Por que o senhor recuou do projeto de ser presidente da República? – Porque o meu partido, o PPS, entendeu – e hoje eu concordo – que lançar mais um candidato pulverizaria a eleição e facilitaria chegar Bolsonaro e Ciro Gomes no segundo turno. Nós devemos construir alternativa que não seja nostálgica para o Brasil. Porque, neste caso, ou voltaria o passado autoritário ou populista. Não podemos voltar o populismo e nem a ditadura.  O PPS pensou em lançar um candidato que olhasse pelo para-brisa e não pelo retrovisor, mas optamos não lançar e tentar unificar. O que seria o certo. Mas deu errado, porque não conseguimos unificar.

Quem seria esse nome, hoje, que unificaria, na ótica do PPS? Alckmin? – Hoje a que horas? Porque daqui a 10 minutos tudo pode mudar.Depende. O PPS de São Paulo é com o PSDB. O resto está muito solto.Poderia ser o Álvaro Dias. Não dá para saber. Nunca chegamos a um processo eleitoral onde tanta gente não sabe quem é seu candidato.

O deputado Ronaldo Fonseca (Pros) será o segundo candidato na Frente Evangélica que o senhor está articulando? – Não tenho conversado com ele.Não existe uma Frente Evangélica. É ilusão achar que esses grupos evangélicos vão votar todos na gente.E não sou eu que faço esse trabalho. É o Vanderlei. Não sei como está isso.Ele é presidente do PRB e integra a Assembleia de Deus desde o avô. É do pastorEgmar, que já foi candidato a deputado.

Caso Ronaldo Fonseca não seja o escolhido, quem seria o segundo senador na sua coligação? – Hoje, o Rosso.

E daqui a dez minutos? – Vai depender da chapa para deputado. O Rossonão está brigando para ser senador, mas disse que pode ir se for preciso.

E o vice? – Também não sei. Temos três nomes – Izalci Lucas (PSDB), Rosso (PSD) e Wanderley Tavares (PRB) – e um lugar para governador. Nenhum deles quer ser candidato majoritário fora do governo.

Qual dos três é mais viável? – Se eu soubesse já teria dito.

Qual sua mensagem para Brasília? – Como ex-governador esenador, sinto compromisso profundo com Brasília. Quero dar o máximo em contribuições para a cidade. Começando porcoordenar uma chapa que permita tirar a cidade da polarização vermelho e azul. Vamos ser sérios nas contas, sem gastar mais do que arrecada. Ser um governo responsável nas contas e sério na política.

Mas não é isso que Rollemberg tem feito? – Isso nas contas. Não vamos ver essa promiscuidade com a Câmara, como Rollemberg teve. Tem uma tradição no DF de promiscuidade do governo com empreiteiras e com sindicatos. O meu não teve.Nesse governo não teve. Temos que reconhecer que Rollemberg teve um governo sério, mas sem legado. Não se sabe se as contas dele estão arrumadas. Temos que ser um governo que traga a ciência eatecnologia para enfrentar os problemas. No nosso governo todo brasiliense terá direito a um check-up de saúde. Isso é barato com as novas técnicas médicas. Tem que ser um governo que traga um projeto de desenvolvimento para que as pessoas continuem investindo em Brasília. E comprometido com o meio ambiente. Não podemos mais ter escassez de água. Temos que fazer com que a população sinta orgulho de gastar pouca água. Mostrar que a qualidade de vida pode melhorar sem aumentar muito os gastos. Essas bandeiras vamos lançar antes de fechar com a chapa.

Ouvindo o povo ou apenas com ideias de vocês? – Nós ouvimos a população sempre. Fiz um orçamento participativo e o Saúde da Família. Não podemos cair no democratismo. O programa vai ser elaborado em debates.

A situação da UnB tem solução? – A solução a longo prazo é organizar as contas do setor público brasileiro e ser mais rígido nos gastos a longo prazo. A solução só virá se equilibrar as contas. Como vamos aumentar os gastos públicos com rombo na Previdência? Tem que ter reforma.

Quem combate essa reforma alega que o governo não cobra dos grandes devedores, como os bancos… – Os devedores deveriam estar na cadeia. É lamentável eles estarem soltos. Apesar de eu acreditar que se eles forem presos, não pagarão. Mas, enquanto isso, tem que pagar os idosos. A outra solução seria a inflação, que ninguém quer. Temo que o Brasil caminhe para desejar duas coisas: o regime autoritário e a inflação. O Brasil, historicamente, é um pouco viciado nessas duas coisas.

O senhor defende isso? – A inflação não pode voltar. Para não voltar a inflação, tem que controlar os gastos. Vamos escolher onde é que controlamos os gastos. O Congresso deveria ter reduzido os gastos. É o mais caro do mundo. Esses palácios que são construídos, estádios… todo peixe pequeno que fez Copa e Olimpíada se deu mal. Eu quero ganhar a Copa e não sediar a Copa. Fizemos o contrário. Sediamos e perdemos. Quero fazer 7 a 1 em Berlim. Quem hoje reclama da falta de dinheiro não fez nada para impedir a Copa. Apenas aplaudiam. Corrupção não é só tirar dinheiro do Estado e colocar nos bolsos dos políticos. Corrupção é deixar a comunidade do Sol Nascente com 50 mil pessoas sem água e esgoto e ter um palácio como este do Congresso construído.

O senhor vê algum candidato a presidente afinado com esse discurso – Penso que o pior problema das eleições não é a pulverização, é má qualidade do discurso dos candidatos. Para mim, o pior é que não se vá votar com esperança, mas sim com raiva. O ódio não é um bom conselheiro. A eleição para presidente é o momento de ir-se à urna com esperança, pensando no futuro. Quem hoje capta isso olhando para os candidatos? Os eleitores estão com ódio de todos.

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