Rodoviários do DF aceitam acordo e ônibus ‘extras’ rodam na segunda

 

Ônibus parados em terminal de Ceilândia Norte, no DF, nesta terça-feira (31), durante paralisação-relâmpago de rodoviários (Foto: Mateus Vidigal/G1)
Ônibus parados em terminal de Ceilândia Norte, no DF, nesta terça-feira (31), durante paralisação-relâmpago de rodoviários (Foto: Mateus Vidigal/G1)

Rodoviários e donos de empresas de ônibus do Distrito Federal chegaram a um acordo neste domingo (3) e os coletivos extras, que circulam nos horários de pico, devem voltar às ruas nesta segunda-feira (4). A categoria vai receber reajuste de 10% no salário, 11% para ticket-alimentação e cesta básica e 11% no plano de saúde.

O acordo também prevê aumento de 30% no convênio odontológico. Os trabalhadores pediam 19,63% de reajuste salarial (inflação mais 10%), mas cederam por entender as dificuldades financeiras e o cenário econômico atual. O reajuste é retroativo a maio.

“A categoria foi bastante inteligente em aceitar porque o momento é de crise, em geral, política e financeira, com o governo não indo à mesa. Eu deixei bem claro para a categoria que em outros momentos a gente não tinha muito a perder. Hoje é diferente, nós temos plano de saúde e outras coisas”, afirma o presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, Jorge Farias.

Os ônibus extras fazem apenas meia viagem, levando passageiros até a rodoviária do Plano Piloto pela manhã e às regiões de origem no fim da tarde. Os cerca de 500 coletivos foram retirados de circulação no último dia 22, nas 31 regiões do DF. A única empresa com funcionamento normal foi a TCB. A frota total do DF é de 2,6 mil ônibus.

Com o acordo, o salário dos motoristas passa de R$ 2.121 para R$ 2.333 e o dos cobradores, de R$ 1.108 para R$ 1.219. O tíquete é de R$ 660. A categoria avalia a possibilidade de greve. O valor do tíquete alimentação mais cesta básica passa de R$ 660 para R$ 733.

“A negociação vinha se arrastando há dois meses. Sábado eu fiz uma reunião com eles. Às 21h eles fizeram uma proposta, que eu disse que não seria aceita, estava muito aquém, com 8% de reajuste e 9,63% no tíquete”, diz Farias. “Ontem pela manhã, fizemos outra reunião e surgiu essa nova proposta”.

 


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