Revolta nas redes e nas ruas

A morte de João Alberto gerou revolta nas redes sociais. Como era véspera do Dia da Consciência Negra, grupos articularam protestos ainda para a sexta-feira. Em Brasília, o assassinato centralizou os discursos no ato que já estava marcado para as 10h, em frente à Fundação Palmares.

A pauta previa um repúdio ao presidente da Fundação, Sergio Camargo, considerado racista pelos ativistas. Diversos movimentos, entidades e coletivos participaram do Ato Político-Cultural da Consciência Negra – Contra o Racismo e em Defesa das Nossas Vidas, da Nossa História. Além de lembrar a morte de João Alberto, os discursos fizeram homenagens a personalidades negras relevantes da história brasileira.

Uma das principais críticas a Sergio Camargo é pelo fato de ele ter retirado da galeria de personalidades negras da Fundação Palmares nomes como Zumbi dos Palmares, Nelson Mandela, Luiz Gama, Marina Silva, Benedita da Silva e Carolina Maria de Jesus. Segundo ele, em 1º de dezembro entrará em vigor a Portaria nº 189, que trará a lista de todas as exclusões, bem como “as novas personalidades negras” a serem incluídas na galeria.

O ato de sexta-feira, no Setor Comercial Sul, foi apoiado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana; Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno; Grupo Cultural Àsé Dúdú; Ilê Axé Oya Bagan;- Sindicato dos Bancários de Brasília; Federação Nacional de Umbanda e Cultos Afro Brasileiros; Centro de Candomblé Reino de Mamãe Oxum; Ordem das Entidades Afro Brasileiras; Tribuna Afro Brasileira; Iniciativa das Religiões Unidas; Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino no DF; Caminhos da Terra – Goiânia; Grupo Cultural Sensação Paraense; Movimento Negro Unificado; Coletivo Cultural Sambadeiras de Bimba Filhas de Biloca; Côrte da Planta Myllejy; Coletivo Mulheres de Axé do DF e Entorno; Ilê Axé Ofá de Prata;- Ilê Axé Xaxará de Prata – DF; Sindicato dos Professores do DF; Movimento Cultural SuperNova; Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino; Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil; – Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil; Coletivo de Mulheres das Organizações Religiosas do DF; – Partido dos Trabalhadores do DF; Liga Brasileira de Lésbica; Abassá de Iansã, de Sobradinho; deputados federais Erika Kokay (PT-DF), Lidice da Mata (PSB-BA), David Miranda (Psol-RJ), Talíria Petrone (Psol-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ); e deputados distritais Fábio Félix (Psol), Chico Vigilante (PT) e Arlete Sampaio (PT).

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