Revolta contra Deus não tem sentido

É comum, embora não seja inteligente, pessoas infantis se revoltarem com Deus frente a dificuldades e frustrações na vida. Alguns se dizem religiosos, mas a revolta indica que não entendem o Criador e nem conhecem suas leis.

Para o pensador cristão Pietro Ubaldi, “Deus é um conjunto de leis”. Ser religioso significa ter fé para vivenciá-las. Mas o que significa ter fé? Significa confiar que o Criador sempre age para melhor, embora respeitando o livre arbítrio dos seus filhos e, deixando-os com suas experiências para que possam aprender com elas.

A vida é dialética. Da tese para a antítese, e desta para a síntese. É das contradições, vitórias, derrotas, frustrações, decepções, fracassos, dor e prazer, que crescemos. Hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje.
Das muitas leis de Deus, as mais importantes são: Lei do Progresso: viemos a esta vida para aprender, crescer, desenvolver nossas potencialidades e dar nossa colaboração. Necessitados de ajuda permanente, percebemos que os outros também precisam de nós.

E assim descobrimos a segunda Lei: a da Solidariedade. Se continuarmos interessados na vida e no viver, vemos que cada um planta e, de igual maneira, colhe. Desta forma, chegamos à terceira Lei: a da Ação e Reação, ou Lei do Carma. Não obstante, em muitos casos, percebemos que a colheita não foi igual à plantação. Isso mesmo. É que Lei de Solidariedade anula, parcial ou integralmente, a plantação negativa. É isso que os hermeneutas chamam de Misericórdia de Deus.

É por isso que Santo Agostinho ensinava: “ame, e tudo o que você fizer estará certo”. E o apóstolo Pedro, na mesma direção, lembrava: “o amor cobre (anula) a multidão de pecados”.

Confie! De nada adiantará sua revolta. Você é apenas uma pobre alma protestando contra a luz e o calor do sol. Torne-se humilde e aprendiz da vida, coopere para melhorar o pequeno mundo à sua volta. Ore constantemente para desenvolver força mental e, gradativamente, se encantará com o Criador e suas leis, até o dia em que viverá na paz prometida por Jesus, tornando-se mais um auxiliar divino, onde não haverá mais dor, mas somente a felicidade eterna.

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