Retirar ou não o leite da dieta?

O açúcar do leite é a lactose. Quando hidrolisado pela enzima lactase, presente no intestino, a lactose libera seus componentes, glicose e galactose, para serem absorvidos na corrente sanguínea. 

A redução na capacidade de hidrolisar esse açúcar, que pode ocorrer por causa da diminuição da atividade da lactase no intestino, é um quadro comum, conhecido como “lactase não persistente”, que pode ocorrer por uma redução geneticamente programada após o desmame, ou ainda, pode ocorrer secundária a alguma doença que cause dano na mucosa intestinal.

O quadro conhecido como intolerância à lactose é caracterizado pelo aparecimento dos sintomas abdominais que ocorrem pela má absorção desse açúcar. Nem todo mundo apresenta esses sintomas, e, portanto, não se faz necessário, nesses casos, a exclusão do leite e de seus derivados da dieta.

A intolerância à lactose é caracterizada pela incapacidade de digestão e absorção da lactose, mas deve estar associada a quadro de dor abdominal, sensação de inchaço abdominal, flatulência e diarreia. Em indivíduos mais jovens, associa-se com quadros de vômitos. É importante ressaltar que o diagnóstico deve ser feito por médico a partir de exame específico.

Para quem não é intolerante não é recomendada a restrição de leite e derivados, pois a ingestão de cálcio, fósforo e vitaminas pode ficar comprometida. Apesar da conduta restritiva desse grupo alimentar estar na moda em dietas divulgadas na mídia, é fundamental que essa prática seja feita com acompanhamento de um profissional nutricionista, para que ocorra dentro de um planejamento adequado e individualizado, de acordo com as necessidades de cada um.

 

Caroline Romeiro

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