Representante brasiliense é vencedora do Torneio Mundial de Vídeo Projeção

No último sábado, 25 de agosto, após duelos de vídeo maping que ocorreram no Panteão da Pátria, a brasiliense Graziela Paes, mais conhecida como VJ Grazzi, venceu a edição brasileira do VJ Torna 2018. A competição, que reuniu mais de 20 competidores de todos os lugares do país, teve júri composto pelos maiores nomes do gênero.
Com sets aclamados pelo público, a artista apresentou referências à mulheres da política e figuras ilustres, em formato de homenagens, à Marielle e Elza Soares, e com fortes dizeres sobre aspectos do universo feminino, VJ Grazzi foi aclamada pelo público após fortes mensagens. Durante o duelo final, quando foram projetados as performances na parede principal do monumento, sob os vitrais de Marianne Peretti, a artista levou o público ao delírio com dados sobre mulheres no parlamento, em um comparativo entre os países dos jurados presentes.
A premiação consagra a carreira da jovem brasiliense que iniciou os trabalhos a pouco mais de dois anos. Formada em cinema, já atuou em produção e direção de arte e edição de vídeo. Em parceria com o designer e animador, Mattheus Macedo, a artista desenvolveu a ideia de trazer para o contexto da vídeo projeção, a pauta feminina e mostrar ainda um posicionamento claro de que esta área, ainda dominada por homens, pode ser muito bem representada por mulheres. “Tivemos quatro mulheres inscritas e duas foram pra final, ganhar esse prêmio (principalmente apresentando esta temática) é muito representativo. Desde ontem recebi ligações e mensagens de várias profissionais (mulheres) do país. Isso mostra que estar entre os grandes profissionais não é uma questão de gênero, mas de qualidade de trabalho”, comenta a VJ.
A premiação máxima é a oportunidade de levar sua arte para um destino distante, onde iniciou-se a tradição do maping; a Hungria. A artista deve embarcar ainda este ano para realização de performance em uma tradicional festa chamada “Sparty”, em Budapeste. Lá, juntamente com o criador do torneio, VJ Laki, ela promete levar sua narrativa enérgica e mostrar todo o talento brasiliense. Ainda de acordo com a artista, os materiais criados pela dupla serão disponibilizados, em breve, para servir de base e inspiração para outras VJs.
“Com a emoção de ontem, ainda não consegui parar e refletir sobre os próximos passos. O VJ Torna abre muitas portas e tenho certeza que será fundamental para credenciar meu trabalho para outros lugares. Devo manter o mesmo discurso, em Budapeste, mas também quero levar meu set para um contexto mais local, mantendo o discurdo de mulheres”, finaliza.

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