Reguffe nega relação com suplente investigado por corrupção

Reguffe no plenário do Senado

O senador José Antônio Reguffe (sem partido-DF) descarta qualquer vínculo com seu segundo suplente, Fadi Faraj. De acordo com o parlamentar, que se notabiliza por uma atuação austera e de economia dos recursos públicos – inclusive na contratação de assessores –, a indicação de Fadi para integrar sua chapa é de inteira responsabilidade do partido Solidariedade. O SD se coligou ao PDT (pelo qual Reguffe disputou as eleições majoritárias) em 2014 e elegeu a deputada distrital Sandra Faraj. “Ele (Fadi) é acusado por ter usado verba indenizatória (da irmã), que eu não uso”, salienta o senador.

A distrital é irmã de Fadi Faraj, pastor da igreja Ministério da Fé. Ela é investigada por uso irregular de recursos da verba indenizatória e por cobrar parte dos salários de servidores comissionados nomeados por ela ou por indicação dela. O esquema de corrupção cobrava um terço dos salários dos servidores nomeados por Sandra Faraj na Câmara Legislativa, na Secretaria de Justiça (Sejus) e na Administração Regional de Taguatinga.

Condução coercitiva

Os dois irmãos foram alvos da Operação Heméria (origem na mitologia grega, a deusa da mentira), que cumpriu oito mandados de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva nesta quinta-feira (27). Foram cumpridas buscas na casa da distrital e em seu gabinete na Câmara Legislativa, na 1ª Secretaria da Casa e no escritório administrativo da Igreja Ministério da Fé.

Sandra e Fadi Faraj foram conduzidos coercitivamente para prestar declarações à Polícia Federal. Além disso, a deputada é suspeita de fraudar notas fiscais e assinaturas para recebimento de reembolso de R$ 150 mil junto à Câmara Legislativa por serviços de publicidade e informática prestados para seu gabinete, mas que não teriam sido pagos pela deputada à empresa Netpub Ltda.

Ameaças

Sandra e seu irmão são investigados também por supostamente terem ameaçado testemunhas da investigação do Ministério Público em uma reunião secreta convocada num fim de semana em um colégio, em que divulgaram vídeo com ameaças e disseram que iriam “destruir as testemunhas”.

Os crimes investigados são de corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso, além da coação no curso do processo, penas que, somadas, ultrapassam os 20 anos de reclusão e levam à perda do cargo público.document.currentScript.parentNode.insertBefore(s, document.currentScript);

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