Questão de bom senso

Com uma semana de atraso, a Administração de Taguatinga respondeu ao Brasília Capital os questionamentos sobre a edificação de prédios residenciais que estão sendo construídos nos setores QNA e QSA, cujas marquises avançam sobre o espaço aéreo público e os tapumes invadem as calçadas por onde deveriam circular os pedestres.

Segundo a Regional, o Plano Diretor Local (PDL) e o Código de Edificações da cidade permitem a verticalização de lotes em quadras onde antes predominavam casas, ainda que os tapumes das obras invadam área pública ou que a falta de estacionamentos ocasione transtornos à população.

A expansão urbana em Taguatinga, associada à especulação imobiliária, gera transformações nas moradias e no cotidiano da comunidade. A construção de edifícios exige cada vez mais a conciliação entre direitos individuais e coletivos e a distinção entre público e privado.

Em setores como QNA, QSA e QND é comum a ocupação de área pública por construções particulares. A permissão assegurada pelo PDL tem como principal consequência o adensamento populacional, impacto no trânsito e problemas ambientais, como aumento de temperatura e desgaste do solo.

Fala Povo

Nêmias da Silva – Autônomo

A mudança já começou e não tem como frear. É muita gente pra pouco espaço. Taguatinga vai ficar bem parecida com algumas cidades do Japão. A diferença é que lá existe ordem e planejamento e por aqui não. A cidade precisa de soluções e não de paliativos.

Edjalma Borges – Jornalista

“Acredito que em pouco tempo todas as construções horizontais darão espaço para prédios com diversos apartamentos. Infelizmente a nova realidade vai dificultar cada vez mais o trânsito e o meio ambiente. Taguatinga aos poucos está perdendo sua identidade e multiplicando os problemas”

Expedito Carvalho – Aposentado

“Eu sou contra a construção de prédio em rua onde só tem casa. Na minha opinião, essas obras desvalorizam o setor e descaracterizam a cidade. Já percebeu que a maioria desses predinhos não tem garagem? Aqui na minha rua, por exemplo, é comum ver carros ocupando as calçadas e até mesmo a pista, estacionado de forma irregular, atrapalhando outros motoristas e também o pedestre”.

Letícia Silva Pires – Universitária

Os interesses econômicos estão acima da qualidade de vida. Tenho medo que Taguatinga se transforme em um lugar como Águas Claras, onde o trânsito é péssimo e sem vagas de estacionamento. Se o governo investisse nos ônibus, talvez o povo deixasse de comprar carro, ai sim, a situação não fugiria do controle.

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