Que falta faz o Saúde em Casa!

Quando extinto, em 1999, o Saúde em Casa garantia cobertura de atenção em Saúde a mais de 70% da população do DF. Inclusive na área rural. Reprodução de Foto de época de Gerson Lucas.

1997. Santa Maria surgira de um assentamento. Ruas de chão, água em chafarizes transportada em latas e baldes. Longas filas se formavam em torno das bicas. Havia apenas um posto de saúde para tanta gente em condições tão precárias. Qualquer problema de saúde, o caminho era o Hospital Regional do Gama.

Ali nasceu um dos mais revolucionários programas de Saúde Pública do DF – o Saúde em Casa. Da junção de experiências internacionais realizadas na Inglaterra, na China e em Cuba, Brasília executou um modelo de assistência que reduziu as filas hospitalares, baixou as taxas de mortalidade infantil e materna, ampliou as coberturas vacinais e deu atendimento domiciliar a gestantes, nutrizes e idosos. Acusado de ser medicina petista, o programa foi extinto no governo Roriz, em 1999. Quatro mil profissionais foram demitidos.

Mapeamento – Um dos segredos da eficiência do Saúde em Casa foi o mapeamento dos assistidos. Para cada mil residências, uma equipe de 10 profissionais (médico, enfermeiro, auxiliares de enfermagens e agentes comunitários de saúde). Cada agente era responsável por 250 casas, e ele precisava ser morador da localidade. Com o levantamento do perfil da população, sabia-se quantos hipertensos, diabéticos, gravidas, deficientes físicos, mentais, crianças menores de 5 anos, imunodeprimidos, lactantes existiam na comunidade.

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