Qual o melhor tipo de gordura para o coração?

 

Mais uma vez, o artigo de hoje responde a pergunta de um de nossos leitores. A dúvida, muito pertinente, refere-se ao fato de até aproximadamente a década de 30, nossa sociedade fazer uso basicamente de gordura de origem animal para o preparo de alimentos.

Em regiões mais interioranas, ainda hoje encontramos com facilidade gordura animal, a típica banha de porco, armazenada em latas nas fazendas para preparar alimentos.

Mas nas últimas décadas, temos recomendado que as pessoas cozinhem utilizando os óleos vegetais. Todas as sociedades internacionais e nosso Ministério da Saúde recomendam o uso de óleos vegetais para essa finalidade.

Em 2014, uma revista importante na área de investigação de doenças cardiovasculares, Atherosclerosis, publicou um estudo de revisão muito esclarecedor sobre o tema. Para entendermos melhor, é preciso saber que os ácidos graxos da dieta desempenham um papel significativo na causa e prevenção de doenças cardiovasculares (DCV).

Os ácidos graxos trans, provenientes de óleos vegetais parcialmente hidrogenados têm efeitos adversos bem estabelecidos e devem ser eliminados da alimentação humana. Nesse trabalho, os autores mostraram que o risco de DCV pode ser reduzido pela diminuição da ingestão dos ácidos graxos saturados (AGS), em grande parte proveniente das gorduras animais e também vegetais como o coco.

Recomenda-se a substituição de AGS por uma combinação de ácidos graxos poliinsaturados (Ômegas 6 e 3) e ácidos graxos monoinsaturados. Tanto o Ômega 6 quanto o Ômega 3 são essenciais e reduzem o risco de DCV, desde que respeitem uma proporção de pelo menos 10:1, respectivamente.

Além disso, essa revisão mostrou que o consumo de produtos animais, por si só, não está necessariamente associado a um risco aumentado de DCV. A ingestão de oleaginosas e azeite de oliva também está associada a risco reduzido de DCV.

Sobre os óleos vegetais, tenho uma orientação importante: evitem óleos refinados e prefiram os óleos virgens e extra virgens. A composição total de um alimento é mais importante do que apenas seu teor de ácidos graxos no que diz respeito ao risco de DCV, e uma dieta saudável deve ser o ponto mais importante da prevenção de DCV.

 

}

Fonte:

Deixe um comentário