Prova da OAB provoca reações

Entidade reforça que o resultado reflete a baixa qualidade dos cursos de direito do país. Dos 114.763 que fizeram a avaliação, só 19.134 foram aprovados – 1.064 no Distrito Federal

O índice de reprovação de 83% na primeira fase do último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), recorde das últimas seis edições, reacendeu o debate sobre o nível de dificuldade do conteúdo cobrado e a qualidade do ensino superior brasileiro. Especialistas se dividem nas possíveis explicações para a piora no índice, entre elas, uma maior rigidez da banca e o impacto da proliferação de instituições no país. Dos 114.763 que fizeram a prova em 15 de dezembro, apenas 19.134 — 1.064 do Distrito Federal — foram considerados aptos para a segunda etapa do processo, que será em 24 de fevereiro.

A bacharel em direito, Valéria Bodas, 24 anos, fez o exame pela segunda vez e ficou indignada com o resultado. “Essa prova foi muito mais rígida que a anterior. Na edição passada, eu tirei 57 na primeira fase e nesta, 38. Por essa análise, parece que, de uma hora para a outra, eu joguei meu conhecimento fora. Muito pelo contrário, eu aprendi mais nesse período. Fiz cursinho. Estava melhor preparada”, argumenta.


Fonte: Correio Braziliense

Extratos dos Jornais

Deixe um comentário