Projeto de equitação muda vidas

O Regimento Montado da Polícia Militar está com 120 vagas abertas para o programa de Equoterapia que atende atualmente mais de mil alunos com algum tipo de deficiência. As aulas acontecem terças e quintas-feiras, das 8h às 18h, gratuitamente, no Riacho Fundo I.

Qualquer pessoa, independente da idade, pode participar do programa. Como é o caso do adolescente Pedro Henrique, que hoje tem 16 anos, e aos dois foi diagnosticado com autismo – síndrome que afeta comunicação e socialização do indivíduo – e lesão no cérebro, o que o impediria de andar.

Graças à terapia, que utiliza o cavalo para desenvolver melhorias físicas e psíquicas, Pedro agora consegue correr, andar de bicicleta, e comer com as próprias mãos.

“Para uma pessoa normal, parecem atividades simples de se fazer, mas para meu filho foi muito difícil. Só posso dizer que a Equoterapia foi um sucesso na vida dele, ou melhor, de todos nós”, enfatizou o pai do garoto, Josenir Dantas.

A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio do animal, desenvolve a socialização, autoconfiança e a autoestima do aluno.

Por ser uma atividade que exige a participação do corpo inteiro, a equoterapia também desenvolve a força muscular, a conscientização do próprio corpo e o aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

Moisés Santos, 12 anos, que é hiperativo e tem transtorno de orientação espacial – que dificulta a pessoa a se localizar no mundo e tempo real -, participa das aulas há um ano e meio e hoje consegue andar sem esbarrar em nada.

A terapia também acaba se estendendo aos pais e familiares, que aprendem a lidar melhor com seus filhos.

Sandra Matos, 46 anos, é a mãe de Móises, e se emociona ao lembrar o momento em que descobriu o Projeto.

“É um mundo que eu jamais achei que houvesse na Polícia Militar. Meu filho só pensava em morrer, estava completamente deprimido e eu estava sem esperanças. Quando eu entrei por aquela guarita da PM, nossas vidas mudaram”, contou.

Atendimento – Para participar, é necessário que o aluno tenha em mãos o laudo do médico que o acompanha, que diga que é indicado o tratamento com a Equoterapia.

Depois disso, basta ir ao Regimento onde acontecem as aulas e fazer o seu cadastro.

Após a convocação, uma equipe interdisciplinar realiza avaliações que definem as dificuldades do paciente e as atividades que serão realizadas com ele.

Equipe – Por meio de um convênio com a Secretaria de Educação e com a Caixa Beneficente da Polícia Militar, o programa possui um psicólogo, quatro fisioterapeutas, duas pedagogas, três educadores físicos, cinco professores além dos militares equitadores do próprio Regimento.

“A sessão dura 30 minutos e ocorre uma vez por semana. Essa meia hora em cima do cavalo equivale à uma hora de caminhada do adulto”, explicou o Capitão Oliveira, coordenador do Projeto.

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