Programa reúne dados sobre qualidade ambiental

Dados sobre a qualidade do ar, da água, do clima e sobre a preservação ambiental no DF estão disponíveis agora para consulta na internet, através de uma ação do Programa de Monitoramento Ambiental Integrado (PMAI), lançado oficialmente hoje.

“Nosso objetivo é integrar todos os dados, servindo de um trabalho preventivo de saúde da população e conservação do meio ambiente, para tornar a cidade mais saudável”, argumentou o governador Agnelo Queiroz, durante apresentação do novo sistema.

O PMAI reúne informações de nove programas da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e Agência Reguladora de Águas (Adasa). Os dados estão disponíveis de forma integrada nos sites dos órgãos e também em tótens espalhados pela cidade.

“O monitoramento é fundamental para termos dados técnicos e, com isso, fazer as ações necessárias de correção e manutenção da qualidade (ambiental) que nós temos”, argumentou o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Brandão.

DADOS- Um dos programas disponíveis no PMAI é o “Qualidade Ambiental”, que monitora, de forma itinerante, os níveis de poluição sonora, do ar e de radiação solar em veículos equipados com equipamentos portáteis e manuais. Os dados são atualizados semanalmente e separados por região administrativa.

Também integra o novo sistema, o monitoramento da Adasa sobre a qualidade dos córregos e rios do DF, segundo o qual todas as sub-bacias da região estão classificadas nas faixas de qualidade “bom” e “médio”.”Um estudo nosso apontou que o DF tem água em quantidade e qualidade suficientes para atender a toda a população nos próximos 30 anos. É importante que esses dados estejam disponíveis para todos”, acrescentou o diretor-presidente da agência, Vinícius Benevides.

Já o Monitoramento do Campo Térmico do Distrito Federal (Proterm), outra fonte de dados do PMAI, identifica regiões com temperatura elevada e propõe soluções como o plantio de árvores para amenizar o calor.

Ele já mostrou que Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Itapoã e, principalmente, Águas Claras – por causa da forte verticalização- são as áreas do DF mais propensas a terem ilhas de calor. Com base nisso, a Semarh vai planejar o plantio de mais mudas de árvores nesses locais.

No novo Programa de Monitoramento Ambiental Integrado há ainda números do Monitoramento dos Impactos de Rodovias à Fauna (Rodofauna). O atropelamento em rodovias próximas a unidades de conservação é a segunda maior causa de morte de bichos no Brasil – perde apenas para o tráfico de animais.

Os outros programas que integram o PMAI são o Mapeamento de Áreas Degradadas (Mapear), o Monitoramento de Áreas de Conservação por Aeronaves- que sobrevoa todos parques do DF-, o Monitoramento de Área Queimada em unidades de conservação (Promaq), o Adote uma Nascente e o Tempo de Plantar.

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