Professores lançam campanha “procura-se Rollemberg”

Cartazes são espalhados por toda a cidade. Foto: Reprodução

Em greve há 24 dias, os professores do Distrito Federal lançaram, já há algum tempo, uma ofensiva contra o governador Rodrigo Rollemberg. Chamando-o de “mentiroso”, “caloteiro”, dentre outros adjetivos, os docentes contestam o discurso do governador de que não há dinheiro em caixa para pagar reajustes prometidos ainda na gestão Agnelo Queiroz (PT).

Nesta sexta-feira (7), apesar de estarem de braços cruzados, os professores foram às ruas para pregar cartazes no modelo “procura-se” e com a foto de Rollemberg. Também estão previstas rodas de conversa para os docentes explicarem os motivos da paralisação a outros colegas e também aos alunos. Eles reclamam que o governador não dialoga com a categoria.

Ainda assim, em assembleia realizada ontem (quinta, 6), os professores optaram por não montar acampamento em frente ao Buriti. Eles continuarão negociando com o governo e marcaram uma nova assembleia para a próxima terça-feira (18). Revoltados, os professores afirmam que Rollemberg não avança nas negociações.

O governo, por sua vez, afirma que já teve inúmeras reuniões com a comissão de negociação do Sindicato dos Professores e que continua aberto ao diálogo. Rollemberg anunciou logo no início da greve, atualmente considerada ilegal pela Justiça, que vai cortar o ponto dos servidores que deixarem a sala de aula para participar da mobilização. Os dias parados só serão pagos a medida que forem repostos pelos docentes.

Em nota, a Casa Civil do DF, responsável pelas negociações, afirma que “é importante ressaltar que o governo tem empenhado todos os esforços para pagar a folha de pagamento em dia”, mas não há possibilidade de reajuste. “O governo de Brasília conta com a colaboração de todos os servidores para que a população do Brasília não seja prejudicada”, conclui

A categoria reivindica o reajuste salarial de 18% e o aumento de 3,7% prometido na gestão Agnelo. Além disso, há exigências também para que alguns direitos sejam pagos, tais como licenças-prêmio para aposentados e isonomia salarial de professores com nível superior.document.currentScript.parentNode.insertBefore(s, document.currentScript);

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