Professores continuam em greve

Cerca de 5 mil professores se reuniram na Praça do Buriti para pressionar Rollemberg. Foto: Gabriel Pontes

Os professores da rede pública do Distrito Federal decidiram no final da manhã desta quinta-feira (6), em assembléia com mais de 5 mil trabalhadores, na Praça do Buriti, continuar com a greve, que chegou ao seu 23º dia. Os docentes cobraram o pagamento do reajuste salarial de 18%, reposição do tíquete-alimentação e o pagamento da última parcela referente ao aumento acordado em 2013. A categoria fará outra assembléia na terça-feira (11).

A última rodada de negociação do Sindicado dos Professores (Sinpro) com o Governo de Brasília ocorreu na quarta-feira (5). O GDF garante o pagamento em atraso das licenças-prêmio dos educadores, e de outras categorias do funcionalismo público do DF, que custará R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Além disso, o governo se compromete a não adotar a recém-aprovada lei de terceirização na atividade fim da educação; não encaminhar proposta de reforma previdenciária do funcionalismo distrital sem antes fazer uma ampla discussão com a sociedade; pagar a reposição dos dias parados de acordo com a reposição das aulas, mês a mês. Mas reitera não ter como cumprir o acordo firmado com a categoria em 2013, na gestão Agnelo Queiroz (PT).

Para a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, “o que o governo chama de negociação, na verdade é uma encenação. São as mesmas propostas desde 1º de janeiro de 2015. A categoria não suporta mais ser enganada por esse governo”.

Justiça

A greve dos professores foi considerada ilegal pela Justiça, que, no dia 27 de março, autorizou o corte no ponto dos docentes que não retornarem às salas de aula. A multa prevista é de R$ 100 mil por dia parado. A ação contra a paralisação foi ajuizada pelo Governo de Brasília.d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

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