Privatização leva CEB à greve

Os empregados da Companhia Energética de Brasília (CEB) entraram novamente em greve na terça-feira (8) e a empresa vê como motivação o movimento que se opõe à privatização da CEB Distribuição. A concessionária foi vendida em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo no dia 4 deste mês para a Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, por R$ 2,515 bilhões. 

Os trabalhadores, liderados pelo Sindicato dos Urbanitários (Stiu-DF), haviam suspendido a paralisação no dia do leilão, mas retomaram a greve depois de participarem de negociação frustrada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em que tentavam assegurar algumas conquistas antes da entrega da Companhia ao novo proprietário – o GDF é detentor de 80% das ações da empresa. 

Em nota à imprensa, a diretoria da CEB lamentou a rejeição, pelos representantes do Stiu-DF e de seus filiados, à possibilidade de se chegar a um entendimento para encerrar a greve. A empresa alega que os empregados, na sessão de negociação realizada no TRT, fizeram exigências que não podem ser atendidas no atual processo de desestatização. 

Foi explicado que o controlador privado, quando assumir a administração da CEB Distribuição, terá suas próprias regras no trato com os empregados, não cabendo à CEB, no momento, assumir compromissos nessa área. Na negociação, há meses outras 

propostas seguem sem entendimento, como o seguro de vida que cobre ocorrências fora do ambiente de trabalho. 

Na nota, a CEB demonstra preocupação com a possível politização da grave, que poderia estar sendo usada para fortalecer a campanha de oposição feita pelos empregados contra a privatização da CEB Distribuição. A diretoria da empresa explica que o processo de desestatização “é irreversível”.

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