Pressão faz Temer recuar e adiar votação da Previdência

A pressão do movimento sindical contra a aprovação da Reforma da Previdência obrigou o governo a recuar e retirar da pauta da Câmara dos Deputados a nova proposta de desmonte da aposentadoria, que deveria ser colocada em votação no dia 6 de dezembro. Esta é, sem dúvida, uma importante vitória da CUT e das demais centrais sindicais.

Mas ainda não é definitiva. A orientação da direção da CUT para os sindicatos, federações, confederações e toda a base permanece a mesma: manter a mobilização e o estado de vigilância, fazer pressão nos aeroportos, nos eventos onde um deputado ou senador estiver presente, além de pressionar nas bases de cada parlamentar.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembra ainda que precisamos continuar usando o site NA PRESSÃO para mandar recados por WhatsApp e e-mail, além de preparar os trabalhadores para a greve que será marcada assim que a Câmara colocar a reforma na pauta. “A nossa palavra de ordem continua a mesma: se botar pra votar, o Brasil vai parar”, diz o dirigente.

A mobilização é fundamental para pressionar os deputados – a maioria, de olho na reeleição de 2018 – acrescenta Vagner, que alerta: “o governo Temer continua trabalhando para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a Reforma da Previdência, medida rejeitada por 85% dos brasileiros, como apontou a última pesquisa CUT-Vox Populi, o que é inaceitável”.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, “o adiamento da votação é  uma vitória, mas parcial. Vamos continuar mobilizados, pressionando os parlamentares e preparando os trabalhadores e trabalhadoras para a greve. A luta continua”, conclui.

Mesmo gastando mais de R$ 171 milhões em propaganda, fora os custos com os jantares para convencer deputados, o golpista e ilegítimo Michel Temer (PMDB-SP) não conseguiu a quantidade de votos favoráveis necessários para aprovar o fim da aposentaria, lembra Vagner Freitas.

“As milhares de mobilizações que fizemos nos municípios, estados e aeroportos impediram que ele conseguisse os votos necessários para aprovar o fim da Previdência”.

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