Presos após a morte

Você, certamente, conhece a parábola que Jesus contou do rico – que se banqueteava todos os dias – e do mendigo Lázaro que ia lá disputar os restos de comida com os cachorros sem nunca ganhar uma migalha do rico. Ficou sabendo do trágico desfecho dessa conduta para o rico após a morte, indo parar numa prisão – abismo no além –, e Lázaro ser levado para as regiões celestiais.

Mercê de você conhecer este fato, talvez continue se comportando como o rico: indiferente aos seus semelhantes. Omissão também é crime até no nosso Direito Penal. Erra-se por ação e omissão.

Seres gregários, estamos juntos para a colaboração mútua. Ao isolar-se ou, apenas, lembrar-se do outro para explorá-lo, você está indo contra o fluxo da vida. Isolando-se, você se apega a coisas e se manterá aprisionado a elas e aos lugares após a morte.

Não é sem razão que todos os Mestres, além da solidariedade, pregam também o desapego. Você vive sem sentido. Isolando-se, sente carência e, então, apega-se, porque, além de tentar preencher a carência com coisas, sente-se importante por possuí-las. Assim, além de estar contra o fluxo da vida, está também contra o seu ser real que é luz, bondade, colaboração, evolução.

Muitas pessoas, após a morte, ficam presas nos seus consultórios, escritórios, comércios, moradas, instituições, principalmente pela culpa, se os tiverem usado em prejuízo dos seus semelhantes.

Não somos donos de nada. Somos apenas mordomos temporários das coisas de Deus. Pelo seu mau exemplo, seus familiares também poderão repetir sua conduta perniciosa e, assim, cria-se uma reação em cadeia de miséria.

Acorde! E reflita com Sri Prem Baba: “a jornada da alma é um movimento do falso para o real. Passamos de uma falsa ideia de identidade, que é fragmentada, separada e limitada, onde acreditamos que somos o nosso nome, história, gênero, religião, partido político, ou até mesmo a nossa equipe de futebol, rumo à nossa verdadeira identidade, que é inteira, unificada e ilimitada – uma manifestação de amor divino. A nossa verdadeira natureza serve e ama a todos, até os que, na superfície, parecem diferentes”.

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