Pra onde vai Reguffe?

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Antônio Reguffe, eleito pelo PDT em 2014 e que há três anos estava sem partido, decidiu se filiar ao Podemos, antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN), que em 2016 mudou de nome. Reguffe se soma ao time de Álvaro Dias (PR), Romário (RJ), e outros sete senadores, dentre eles Lasier Martins (RS), que respondeu a processo por violência doméstica contra sua esposa.

O parlamentar brasiliense escolheu um partido que, diz ele, é de centro, para tentar atrair a maior massa do eleitorado. Espera conquistar votos à esquerda, centro e à direita. O problema é que, para muitos analistas, o Podemos está mais inclinado à direita. E o pior: não chega a estar puro e imune às intempéries judiciais.

Assim como Reguffe, vários parlamentares do Podemos não são de raiz; migraram de outros partidos. A próxima conquista da legenda deve ser a senadora Juíza Selma Arruda, eleita pelo PSL, mas cujo mandato está sob risco de ser cassado por acusação de abuso de poder econômico e caixa dois.

O líder máximo, senador Álvaro Dias (PR), também migrou do PSDB para o PV e, em seguida, para o Podemos. Ele é outro que pode ter a tranquilidade abalada. Segundo o site Intercept Brasil, Dias faria parte de uma “turma protegida pela Lava-Jato”. Ele é citado nas delações premiadas. Em uma delas, o ex-candidato a

presidente foi acusado de receber propina para ajudar a melar a CPI da Petrobrás.

“Em outro episódio, e-mails do advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, indicavam que Álvaro Dias teria recebido R$ 5 milhões em propina para pegar leve nas perguntas aos investigados na CPMI de Carlos Cachoeira, o empresário do jogo do bicho em Goiás”, diz o site. Dias nega qualquer irregularidade.

Dentre os senadores do Podemos também há quem tenha sido denunciado por violência doméstica, o que pode atrapalhar os planos de Reguffe junto ao eleitorado feminino. Afinal, Reguffe dizia que escolheria um partido ficha limpa, sem cargos no governo (GDF e Federal) e que o deixasse agir com independência.

O Podemos pode não ser assim um porto tão seguro e tranquilo. Avanços em investigações e processos contra ilustres integrantes da agremiação podem respingar em Reguffe e fazê-lo dar muitas explicações a seus eleitores.

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