População dificulta trabalho de pesquisadores

Os entrevistadores do Instituto EuvaldoLodi (IEL/Fibra), que presta serviços de coleta de dados à Codeplan, estão tendo dificuldades em obter informações das populações de maior poder aquisitivo do Distrito Federal residentes nos Lagos Sul e Norte, Sudoeste, Noroeste e Asas Sul e Norte.

“É necessário que o morador dispense alguns minutos de seu tempo. Receber o pesquisador e responder com veracidade às perguntas do questionário é um ato de cidadania”, diz o gerente de Pesquisas Socieconômicas da Codeplan, Jusçânio Umbelino de Souza.

Segundo ele, os dados dessa pesquisa permitem identificar nível de escolaridade, renda per capita, estrutura etária, índice de percepção de segurança, empregabilidade, condições de infraestrutura, e um rol de informações fundamentais para entender a dinâmica histórica e evolutiva de cada Região Administrativa, em separado, e do DF como um todo.

 

Perfil – A coleta de dados foi iniciada em março e o resultado do trabalho deve ser publicado no final do ano. Os entrevistadores já passaram por Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Candangolândia, Riacho Fundo II, Gama, Santa Maria, Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Varjão e Paranoá, e estão em campo nas RAs de Brasília (que inclui Lagos e setores Sudoeste e Noroeste), Sobradinho, Cruzeiro e Brazlândia. Na sequência, o questionário será aplicado nas regiões administrativas restantes.

A PDAD traça o perfil socioeconômico do DF com dados estatísticos que mostram as características demográficas, carências e prioridades apontadas pela população em cada uma das 31 regiões administrativas nas áreas de educação, saúde, segurança, transporte, emprego, cultura.

Os dados da pesquisa ficam disponíveis ao público no site da Codeplan (www.codeplan.df.gov.br) e possibilitam ao GDF a elaboração de políticas públicas, de planejamento urbano, social, econômico e o melhor direcionamento dos recursos, mas também servem de orientação para empresários, empreendedores, prestadores de serviços que pretendam investir no DF, além de manter atualizados o banco de dados estatísticos para consulta de acadêmicos e da sociedade civil.

O gerente de pesquisas da Codeplan salientou ser fundamental que a população receba os pesquisadores e responda ao questionário. “Sem a participação efetiva da sociedade não é possível realizar de forma plena, rápida e precisa a elaboração da pesquisa cujos os dados serão usados em benefício da própria população”.

Para que os moradores se sintam mais seguros quanto à pesquisa, ele enfatizou que os pesquisadores, se apresentam devidamente uniformizados, com colete amarelo, crachá e os telefones para contato no Instituto e na Codeplan. A equipe de coleta trabalha de 8h às 20h, de segunda a sábado, podendo, por solicitação do morador marcar o horário para o domingo.

Jusçânio lembra que as respostas são sigilosas e tratadas em conjunto. “Não há identificação na base de dados, nem do endereço nem do morador, apenas as informações de interesse técnico de pesquisa”, conclui.

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