Politicagem derrubou o comandante

A politização e o corporativismo são os dois fatores apontados por alguns colegas de farda, inclusive da reserva, para a queda do comandante da Polícia Militar, coronel Suamy Santana. A exoneração foi determinada na quarta-feira (1º) pelo governador Agnelo Queiroz, em meio à crise pela “possível compra” de 17 mil capas para a tropa usar durante a Copa do Mundo, no próximo ano.

Uma crise fabricada

Especialistas em licitação avaliam que “a crise foi fabricada”, uma vez que, de fato, Suamy não comprou sequer uma capa. O que existia era um edital pronto, lançado por meio do sistema conhecido como “ata de preços”, feita em 2010, prevendo a aquisição das peças. Mas isto só ocorreria após a realização de um pregão eletrônico, que ainda não estava marcado.

Na avaliação desses oficiais, a PM da capital da República “tem muito cacique”. A conta é simples. Antes da aposentadoria de Suamy, existiam nada menos do que trinta coronéis na ativa. O problema é que a maioria deles não têm uma função de destaque na estrutura e resiste a ser subordinado dos demais. Com isso, acabam ocorrendo conflitos de interesses. A mesma situação se verifica no Corpo de Bombeiros.

Pelo Plano de Carreira dos “homens do fogo”, dentro de três anos não haveria mais nenhum soldado combatente na corporação. Isto obrigou o GDF a abrir concurso público para a contratação de soldados rasos. Embora ruim para a população, tal situação turbina carreiras políticas, como a do distrital Cabo Patrício (PT), padrinho de Suamy e agora de seu sucessor, Jooziel de Melo Freire.

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