Polícia Civil mantém perseguição a Rollemberg

O filho caçula do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Pedro Ivo, foi alvo de investigação da Polícia Civil que apura a existência de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas sintéticas. Segundo o site Metrópoles, ele teve dois celulares interceptados com autorização judicial, mas durante 30 dias nenhum diálogo grampeado foi suficiente para incriminá-lo ou para levantar indícios que provassem sua ligação com criminosos.

Indignado com o que considera “perseguição de setores da Polícia Civil”, o ex-governador divulgou uma nota (leia abaixo). O atual diretor da PCDF, Robson Cândido, disse que “se em algum momento algum dos nossos policiais teve envolvimento com vazamento, vai responder à Corregedoria”.

Cândido se refere à suspeita levantada pelo Metrópoles de que o ex-governador teria ficado sabendo da operação, no segundo semestre de 2018, e agido para proteger o filho. “Tomei conhecimento dessa operação ao ser questionado pelo Metrópoles”, garante Rollemberg.

“A partir dos questionamentos e informações enviados pelo Metrópoles, tomei ciência de mais uma repugnante tentativa de setores da Polícia Civil de me atingir atacando integrantes da minha família, o que teria ocorrido ainda no decorrer de 2018, ano da eleição. Infelizmente, desde a decisão do nosso Governo de não conceder a paridade entre a Polícia Civil e a Polícia Federal, enfrentamos ameaças veladas e ataques concretos, como, por exemplo, aquele que tentou levianamente envolver meu irmão em uma outra investigação que não poderia ter tido outro destino que não o arquivamento. Desta vez, houve uma investida inaceitável contra o meu filho, uma tentativa de envolvê-lo em uma investigação criminal pelo simples fato de conhecer alguns dos investigados. Os trechos do inquérito a que tivemos acesso pelo jornalista não indicam sequer um único ato dele que pudesse ser enquadrado em algum tipo penal. A fragilidade e a inconsistência são gritantes e perceptíveis até mesmo para os leigos. A improcedência das ilações foi tão evidente que, concluída a investigação, a denúncia do Ministério Público já foi apresentada, e não menciona sequer o seu nome.
Não conheço os investigados, e apenas tomei ciência dessa Operação ao ser questionado pelo Metrópoles. Reitero ainda que durante todo o meu governo tratei a PCDF com respeito e profissionalismo jamais interferindo em qualquer investigação.”

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