Poços clandestinos gera risco para o DF

A perfuração ilegal de poços artesianos representa um risco à qualidade e à quantidade da água subterrânea do DF. Responsável por monitorar a situação, a  Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) afirma que, com o combate ao problema, locais como Vicente Pires, antes ameaçado, agora estão fora das listas de locais mais problemáticos. A agência concede a outorga apenas para quem preenche os requisitos.
Para conseguir a autorização de captação de águas subterrâneas, o interessado deve fazer uma solicitação no site da agência (www.adasa.df.gov.br). Só é permitida a perfuração de poços  onde não há abastecimento da Caesb  para consumo humano, ou propriedades com mais de 5 mil m² de área permeável.
O especialista em recursos hídricos José Elói Guimarães Campos afirma que a extração de água de fontes subterrâneas traz tipos diferentes de riscos à natureza. “O primeiro grande problema é a contaminação que pode acontecer. Quando se tem canil, galinheiro ou posto de gasolina, por exemplo, próximo a um poço artesiano mal construído, o risco de contaminação é grande. Em segundo lugar, a sobreexplotação, que é o uso acima da capacidade, pode prejudicar as águas que têm curso direcionado a nascentes, provocando a escassez de água no local”, explicou o professor de hidrogeologia da UnB.
Fonte: Jornal de Brasília
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