PF e MPF prendem duas pessoas em mais uma etapa da operação Lava Jato no RJ

Os agentes também cumprem 7 mandados de condução coercitiva. Um desses mandados cumpridos até as 7h30 foi contra a companheira de Luiz Carlos Velloso, Renata Loureiro Borges Monteiro. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, determinou o bloqueio de R$ 220 milhões de 7 pessoas e três empresas.

A prisão preventiva do diretor da Rio Trilhos foi pedida, segundo os promotores, para evitar uma possível fuga. De acordo com a investigação, Heitor e a mulher estavam dando entrada em um pedido de cidadania portuguesa. Os procuradores também estão pedindo o bloqueio de bens de R$ 36 milhões de Heitor e de R$ 12 milhões de Velloso.

Ainda de acordo com as investigações, de 2010 a 2013, Heitor recebeu propina no valor de R$ 5,4 milhões de duas empresas. Ao todo, foram 31 transferências de recursos. As empresas que pagaram foram a CBPO Engenharia, do grupo Odebrecht , e MClink Engenhar
ia, que atuou no trecho oeste da linha 4 do Metrô .

As investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro já levaram à prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), em novembro do ano passado. Ele foi preso na Operação Calicute, que descobriu o esquema de cobrança de propina em obras durante a gestão Cabral, que funcionou entre 2007 e 2014.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral cobrava propina de empreiteiras para fechar os contratos com o governo do Rio. As construtoras, por sua vez, se consorciaram para fraudar licitações e sabiam previamente quem iria ganhar as concorrências. Na ação também foram presos: Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de governo do RJ; Hudson Braga, ex-secretário de obras; Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, sócio de Cabral na empresa SCF Comunicação; Luiz Carlos Bezerra; Wagner Garcia e José Orlando Rabelo.

A Calicute é um desdobramento da Operação Lava Jato e teve como base as delações premiadas do ex-dono da Delta Engenharia Fernando Cavendish, da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia – que afirmam terem pagado propina por obras como a do Marcanã, do PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.

Agentes entraram no edifício na Lagoa, Zona Sul do Rio, às 6h desta terça-feira (14) (Foto: Cristina Boeckel)

Agentes entraram no edifício na Lagoa, Zona Sul do Rio, às 6h desta terça-feira (14) (Foto: Cristina Boeckel)

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