Petrobras gasta R$ 200 milhões com investigação sobre crimes da Lava Jato

PETROBRAS

Foco de um dos maiores escândalos de corrupção da história do país, a Petrobras gastará mais de R$ 200 milhões com a contratação de escritórios de advocacia para a realização de investigações internas sobre os crimes revelados pela Operação Lava Jato.

Os contratos foram assinados após a posse do atual presidente da estatal, Aldemir Bendini, com dois escritórios de advocacia e uma assessoria para apurar “natureza, extensão e impacto das ações cometidas no contexto da Operação Lava Jato”.

Os contratos foram feitos com dispensa de licitação. A estatal argumenta que são “serviços técnicos de natureza singular” e, nesses casos, a legislação permite a contratação direta das empresas.

A Petrobras se recusou a fornecer cópias dos contratos, por conterem “informações estratégicas”. Também não detalhou os serviços a serem prestados nem explicou por que os contratos atingiram tais valores.

A estatal pagará R$ 96 milhões ao escritório de advocacia brasileiro Trench, Rossi e Watanabe e R$ 37,1 milhões ao americano Gibson, Dunn e Crutcher LLP, ambos por “serviços de investigação”, e mais R$ 66 milhões à Ernst & Young Assessoria por serviços “de tecnologia forense e apoio à investigação”.


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