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 Café indigesto

O deputado distrital Washington Mesquita (PTB) tomava o café da manhã, na quinta-feira (7), no hotel onde estava hospedado, na Alemanha, quando recebeu a notícia do mandado de prisão contra o administrador de Taguatinga, Carlos Jales, seu apadrinhado político.

SOS Agnelo

Mesquita tentou se informar com o governador Agnelo Queiroz o que estava ocorrendo. Mas este disse não ter como interferir no trabalho do MP e da polícia. Com um nó na garganta, o deputado retornou ao telefone e ditou a nota oficial para sua assessoria em Brasília: “jamais serei conivente com ato de corrupção. Mas não posso emitir juízo de valor sem conhecer a realidade dos fatos”.

Pico de pressão

Na fazenda onde estava escondido, no Entorno do DF, Jales ouviu pela TV a declaração do parceiro. Ficou com o coração partido e sofreu um pico de pressão. Na sexta-feira, quando ele estava no leito do hospital, pessoas muito próximas ao ex-administrador diziam que Jales não entendeu a postura de Pôncio Pilatos adotada por Mesquita. “Era comum despacharmos juntos no próprio gabinete da Administração”, teria comentado.

Coração aliviado

Já sob escolta policial, o administrador soube que Mesquita orientara uma assessora a ficar à disposição de sua esposa, Marfisa Adriane Gontijo Jales, numa conversa pelo viva-voz do celular da ex-primeira-dama taguatinguense. Entendeu, então, que a nota fora apenas uma jogada para o público. Na intimidade, a amizade segue inabalada.

Boi de piranha

Por meio de seu filho, o também advogado Manoel Neto, o ex-administrador de Águas Claras, Carlos Sidney, deixou claro que está sendo usado como “boi de piranha”. Hipertenso crônico e em idade avançada (72 anos), ele sentiu-se mal durante a madrugada e precisou ser levado ao Pronto Socorro do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). 

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